terça-feira, 13 de setembro de 2016

Amores Brutos


Amores Brutos

Na busca de amores loucos
Cavo fundo o coração
Sem nunca tapar os seus ocos

Meu peito até parece
Obra de incabada demolição
Feito lua cheia de buracos

Sem achar o tesouro do amor
Rolo pedras vagabundas
Escavo cada vez mais 
Minas quentes e profundas

Porque o amor é uma jóia
Enterrada bem no fundo
É como diamante bruto
A ser desencavado um dia


Porto Alegre, 13 de setembro de 2016.

Foto: Flora D. Cezimbra

Edu Cezimbra