sexta-feira, 16 de novembro de 2018

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A Verdade e a Mentira


O mentiroso utiliza as designações pertinentes, as palavras, para fazer parecer real o que é irreal; ele diz por exemplo: eu sou rico, ainda que, para qualificar sua condição, fosse justamente a palavra pobre a designação mais correta. Ele mede as convenções estabelecidas, operando substituições arbitrárias ou mesmo invertendo os nomes. Se age assim de maneira interessada e demasiadamente prejudicial, a sociedade não lhe dará mais crédito e, por causa disso, o excluirá. Nesse caso, os homens fogem menos da mentira do que do prejuízo provocado por uma mentira. Fundamentalmente, não detestam tanto as ilusões, mas as conseqüências deploráveis e nefastas de certos tipos de ilusão. É apenas nesse sentido restrito que o homem quer a verdade. Deseja os resultados favoráveis da verdade, aqueles que conservam a vida; mas é indiferente diante do conhecimento puro e sem conseqüência, e é mesmo hostil para com as verdades que podem ser prejudiciais e destrutivas.

O mentiroso foi substituído pela mentira, assim como a mercadoria foi pelo mercado.

A mercadoria é mentirosa devido à obsolescência programada.

A mentira do mercado é mercado da mentira.

Quando o mercado está nervoso a mentira fica escancarada, o mercado não tem sentimentos.

Eis a grande mentira. A mercadoria mais vendida é uma mentira consensual: o dinheiro.

Nada mais falso que o dinheiro. Não há depósitos suficientes para cobrir a gigantesca emissão de moedas.

Agora, experimente imaginar que o dinheiro não tem valor, consegue?

O fato dessa verdade ser prejudicial às finanças a torna indesejável, o que não impede que ela exista.

Por isso, caro e raro leitor, vamos dar todo o crédito a Nietzsche, autor da longa epígrafe deste breve texto despretensioso, embora ele não dar a mínima a isso...

Porto Alegre, 12 de novembro de 2018.
Imagem: Google
Edu Cezimbra

domingo, 11 de novembro de 2018

Passeio



Porto Alegre, 11 de novembro de 2018.

Imagem: Pinterest

Design: Canva

Edu Cezimbra

Presente pro vô


Mateando com a coleção "Presente de Vô", 
canções com arranjos e participação do Grupo Pau Brasil.

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Os primeiro versos deste clássico da música brasileira "Bola de meia, bola de gude", de Milton Nascimento e Fernando Brandt servem de mote para agradecer o Ponto de Partida e Coral Meninos de Araçuai por me darem a mão, ontem no Theatro São Pedro, na peça musical "Presente de Vô", e me levarem ao encontro deste menino sonhador e aventureiro que mora no meu coração!
Foi um presente para o vô que se reflete em seus netos!
Porto Alegre, 10 de novembro de 2014.
Vô Edu

sábado, 10 de novembro de 2018

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

De tanto em tanto



De tanto pensar
Esqueço de mim

De tanto pesar
Fico mais leve

De tanto penar
Ignoro a dor

De tanto pescar
Perco a linha

De tanto pirar
Tenho a razão

De tanto parar
Sei o recomeço

De tanto perder
Ganho a ti



Porto Alegre, 7 de novembro de 2018.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Documentário



Vamos entrar na casa das pessoas para fazer um documentário.

Precisamos evitar o pitoresco e a zombaria.

A dificuldade é encontrar personagens nas pessoas entrevistadas porque as pessoas são “broxantes”.

O melhor é desistir do filme.

Achamos uma pessoa que mente e quer fazer o papel de “garota de programa” sendo ela mesmo.

Uma senhora conta sobre as festinhas com os porteiros do edifício.

Um senhor canta músicas de Frank Sinatra.

Vai sair um mosaico. - O mosaico não é negativo!

A história de vida não deve ser pautada.

Porque não vai ter grandes discursos mas a pergunta é: você tem um sonho?

Vamos fazer um documentário com ficção pura!

P.S: Falas retiradas e re-significadas por mim de  Coutinho.doc - Apartamento 608,  de Beth Formaggini sobre o processo de elaboração do filme Edifício Master, de Eduardo Coutinho.

Porto Alegre, 6 de novembro de 2018.
Imagem: Google
Edu Cezimbra

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A mudança que não se vê



Qual mudança não se vê,
não se deixa perceber?
A mudança da lagarta para
                                         borboleta.

A lagarta não vê a borboleta
Que há em si…
Simplesmente a guarda em um 
                                                 casulo.

De repente, a borboleta Mu dança
                                                  no céu!


Porto Alegre, 2 de novembro de 2018.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra

quinta-feira, 1 de novembro de 2018