Cigarro aceso
Noite escura
Fogo fátuo
Porto Alegre, 24 de agosto de 2026.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Se Raskólnikov, personagem de Dostoiévski, no romance 'Crime e Castigo' fosse membro da polícia política stalinista seria 'O Capitão Soviético'.
Para além do castigo, o oficial criminoso busca o perdão dos parentes de suas vítimas submetidas ao 'tratamento especial' (tortura e assassinato).
O 'terror stalinista' não perdoa ninguém, nem mesmo seus sequazes...
Ao contrário do título original, que sublinha a fuga do capitão, ele vai ao encontro dos entes queridos de suas vítimas.
Os seus camaradas da polícia política começam a perseguição para silenciar o 'traidor'.
O que o filme escancara é que uma sociedade aterrorizada pelo totalitarismo de estado torna-se cúmplice deste.
A ironia refinada do filme é a de que o capitão soviético busca o perdão por sentimento religioso, preocupado com a salvação de sua alma!
O crime foi cometido - haverá perdão -, ou o castigo prevalecerá?
Só vendo...
Porto Alegre, 23 de agosto de 2026.
Imagem: cartaz do filme, Google
Edu Cezimbra
Entre a Verdade e a Ficção há mais Imaginação do que supõe a Realidade.
Imagine a Verdade: será Dona ou será Donzela?
Se Dona perguntará: será Mentira ou será Verdade?
Dona Verdade baseará sua existência na experiência...
Se Donzela perguntará: será Possível ou será Impossível?
Donzela baseará seu porvir na esperança...
Agora, imagine a Ficção: será Velha ou será Moça?
Se Velha indagará: será Falsidade ou será Verossímil?
Velha anunciará a Realidade na forma de Literatura...
Se Moça perquirirá: será Boa ou será Má?
Moça achará inspiração na Realidade para a Poesia...
Veja como são as coisas: a Verdade e a Ficção cabem na mesma caixa da Realidade; quando abrem a caixa vão espalhando Sabedoria através da Imaginação...
Porto Alegre, 22 de agosto de 2026.
Imagem: John, W. Waterhouse, Google
Edu Cezimbra
Diante do aquecimento global
Jorge trocou suas armas por água
Seu capacete de guerreiro
Trocou por capacete de bombeiro
Sua armadura de ferro
Trocou por roupa antifogo
O dragão também fez reload
Virou aquecimento global
Por isso ouve-se o grito
Salve-nos, Jorge!
Porto Alegre, 21 de agosto de 226.
Charge: Pinterest
Edu Cezimbra
"Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina."
Com a máxima vênia ao genial dramaturgo Nelson Rodrigues, aponto um equívoco em sua irônica sentença...
Os idiotas não pensam, por isso são assim classificados.
Não são os idiotas que submetem ou exterminam os melhores; são os piores.
Os piores da espécie não são idiotas (embora se façam), são perversos.
E, pior, são muito poucos os que manipulam os idiotas.
O meu caro e raro leitor sabe de quem se trata pois não é idiota e acompanha o noticiário com visão crítica...
Porto Alegre, 20 de agosto de 2026.
Charge: Pinterest
Edu Cezimbra
O apressado não tem presente
Vive preso ao passado
Sempre atrasado
Tentando não ser ausente
Lhe falta o instante
Por pular ao futuro
Não se sente presente
Porto Alegre, 19 de agosto de 2026.
Imagem:Google
Edu Cezimbra
Fundo o mundo
Mudo o mundo
Afundo o mundo
Porto Alegre, 18 de agosto de 2026.
Imagem: Demiurgo, Google
Edu Cezimbra
Quem grita no museu precisa de Mona, digo, bode expiatório.
É que o silêncio censura o grito.
O grito é de ouro quando o silêncio é de chumbo.
O museu exige silêncio para ouvir o grito.
O sorriso da Mona Lisa antecipa o Grito.
A Moça com Brinco de Pérola ouve o Grito fleumaticamente.
Quando dois dedos apontam para o bode expiatório, seis dedos apontam para o acusador.
O mordomo, digo, o guardinha é o culpado...
Porto Alegre, 17 de agosto de 2026.
Charge: Pinterest
Edu cezimbra
O Bispo Sardinha na brasa...
Oswald de Andrade apoiou a Antropofagia.
Somos antropófagos porque orais.
Nossa oralidade vem da mastigação antropofágica regurgitada.
Por muito de Macunaíma não fomos catequizados.
Nossa Belém é do Pará, lembra-nos Mário de Andrade.
O tacacá, prato típico do Pará, é feito com a goma da mandioca.
A mandioca fundou o Brasil para desgosto de Monteiro Lobato.
"Se farinha fosse americana, mandioca importada / Banquete de bacana era farinha", cantou Juraíldes da Cruz.
Agora, sardinha na brasa, só em Portugal...
Porto Alegre, 16 de agosto de 2026.
Imagem: Facebook
Edu Cezimbra
Quem ouve música boa não envelhece. - Excetuando o Keith Richards.
Porto Alegre, 15 de agosto de 2026.
Imagem: Keith Richards
Edu Cezimbra