Quem ouve música boa não envelhece. - Excetuando o Keith Richards.
Porto Alegre, 15 de agosto de 2026.
Imagem: Keith Richards
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Quem ouve música boa não envelhece. - Excetuando o Keith Richards.
Porto Alegre, 15 de agosto de 2026.
Imagem: Keith Richards
Edu Cezimbra
Não confunda navegação de cabotagem com negação da cabotinagem.
O cabotino não navega, sonega o mar.
A cabotagem navega, só nega o alto-mar.
Sonega quem não navega.
Só nega quem navega.
Navegar é preciso para quem navega.
Sonegar não é preciso para quem só nega.
Porto Alegre, 14 de agosto de 2026.
Imagem: capa de livro, Google
Edu Cezimbra
Brasília, 13 de agosto de 2026.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
"O céu é o mar de Brasília" - proclamou Lúcio Costa.
Voo tranquilo apesar da turbulência.
Tranquilo flutua o avião no céu que é mar em Brasília.
O avião é navio com asas...
Brasília, 12 de agosto de 2026.
Imagem:Museu Nacional da República
Edu Cezimbra
Se o velho morreu
E não nasceu o novo
Não deixou herdeiros
Carece adotar sucessores
Esses vão assumir o nome
Do velho em nome do novo
O novo aprenderá com o velho
O velho viverá no novo
Não se apagará sua história
O novo nascerá com memória
O passado servirá ao presente
O presente garantirá o futuro
Por muitas e muitas gerações
Brasília, 10 de agosto de 2026.
Imagem:Alessandro Sani, Google
Edu Cezimbra
A Lua Cheia amplia o bordoneio da guitarra tocando uma milonga na madrugada.
Brasília, 9 de agosto de 2026.
Imagem: capa do disco, Google
Edu Cezimbra
Poente na Capital Federal, reflexos no outro lado do Lago Paranoá.
Os dias muito quentes, Sol cansado de tanto trabalhar dorme cedo que amanhã tem mais.
No Cerrado brasiliense, o Sol é símbolo onipresente.
Em Brasília, cidade jardim, o Sol, felizmente, tem suas sombras.
O céu de brigadeiro facilita ao Plano Piloto voar.
O Eixo Monumental é um rio de aço a desembocar no Paranoá...
Brasília, 8 de agosto de 226.
Imagem: arquivo pessoal
Edu Cezimbra
Sentado na borda da piscina na cobertura de um hotel em Brasília penso em nada declarar.
Entretanto, não é nenhum crime tomar banho na piscina, o crime é a água gelada da piscina.
O que compensa é a vista parcial do Lago Paranoá que refrigera a Capital Federal.
Dentro do Plano Piloto em formato de avião não dá para ver o avião, muito menos o piloto...
Ao menos sinto-me nas alturas na cobertura com piscina na Nova Capital.
O Setor Hoteleiro Norte é cheio de torres mas, ao menos, o ar circula.
Sempre é bom respirar novos ares...
Brasília, 7 de agosto de 2026.
Imagem: arquivo pessoal
Edu Cezimbra
"A sorte da humanidade seria muito mais feliz se estivesse igualmente na potência do homem tanto falar como calar-se. Mas a experiência ensina suficiente e superabundantemente que nada está menos em poder dos homens que a sua língua."
A citação acima do filósofo Espinosa fala da 'sorte da humanidade' no que tange a ser feliz.
Relaciona a felicidade do homem tanto a falar como a calar-se enquanto potência.
Como vemos, a língua tem esse poder, tanto para o bem quanto para o mal.
Por quê? Ora, quem não gosta de se expressar?...
Uma taça de vinho já é suficiente para soltar a língua, dar com a língua nos dentes...
Há quem tenha a língua presa, tem quem não tenha papas na língua.
Eis aí um dilema: falar ou se calar...
Quem cala consente, reza a sabedoria popular.
Quem fala desabafa, bota a boca no trombone.
Porém, não confunda o silêncio do 'nada a declarar' com o silêncio do sábio.
Mais que oratória o sábio faz escutatória...
A língua é órgão do sabor e pode ser da sabedoria.
O desafio é fazer da língua uma linguagem.
Como bem disse a escritora Andréa del Fuego: "Enfrentar a língua para chegar na linguagem."
E, assim, chegamos na Literatura, a linguagem escrita que registra a língua dos povos.
Espinosa sabia das coisas...
Porto Alegre, 6 de agosto de 2026.
Imagem:Espinosa, Instagram
Edu Cezimbra
"Não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago." - Orides Fontela, poeta homenageada na 24ª FLIP
Dois escritores:
Milton Hatoum conta a história de Martim, um estudante na época da ditadura militar brasileira na trilogia 'O Lugar Mais Sombrio'.
Hisham Matar conta a história de Khaled, um estudante líbio, em Londres, na época da ditadura em seus país, no romance 'Meus Amigos'.
Milton vê o romancista como herdeiro dos que não tiveram voz...
Hisham não superou o desaparecimento do pai na ditadura líbia...
Dói esse pai desaparecido, por isso é preciso lembrar do pai conhecido.
Ambos lidaram com o medo nas ditaduras.
Hisham chama de 'pedagogia do medo' e lembra que o temperamento vai além da ideologia; considera o romance como história do temperamento humano.
Milton cita Kafka para falar dos desaparecidos e diz que este autor escreve sobre 'a ameaça da catástrofe'.
No romance 'O Castelo', o desconhecido é nada, porém é alguma coisa, assim como o imigrante.
Essas poucas anotações não cobrem todo o pensamento desses dois grandes escritores, mas espero que sirvam de estímulo para o meu caro e raro leitor assistir na íntegra essa mesa da FLIP.
Porto Alegre, 5 de agosto de 2026.
Imagem: 24ª FLIP, Google
Edu Cezimbra