sexta-feira, 21 de julho de 2017

Amor incurável



Porto Alegre, 21 de julho de 2017.

Foto: Outras Palavras

Edu Cezimbra

Coisas boas



"Somos feito da mesma matéria de nossos sonhos", diz Próspero, personagem de Shakespeare.

Sonhos e matéria, contradição de termos, apenas para uma mente cartesiana...

Concreto e ilusões, mas o concreto também é matéria de nossos sonhos, especialmente dos arquitetos modernistas.

Curioso como um cientista da genialidade de Einstein reputa a imaginação como fator primordial para qualquer descoberta científica, não?

O científico e o utópico, outra oposição acadêmica que se desmancha no ar graças ao velhinho descabelado e linguarudo...

As "coisas" tem mais a ver com o inanimado, certo? E há também as "coisas da vida" que não se restringem a um acidente automobilístico ou da construção civil...

O substantivo soa parecido com o subjetivo, e uma ação concreta depende de um verbo para acontecer.

Há "coisas da vida" que são imateriais e indispensáveis para a existência de cada um, entre elas os vínculos afetivos. 

São as "coisas boas" que nos acontecem, felizmente...

Não obstante muitos exigem coisas concretas, já eu, prefiro coisas boas tais quais matas e bambus para escapar do concreto para o vital.

Como disse o genial Chaplin, nosso imortal Carlitos:

 " Mais do que máquinas precisamos de humanidade. Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo estará perdido."  


 Porto Alegre, 21 de julho de 2017.

Imagem: Portal das Missões

Edu Cezimbra


quinta-feira, 20 de julho de 2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Problema financeiro


Que problema...

De matemática?

Pior, de dinheiro!

Não deixa de ser de matemática...

Quem me dera, bons tempos...

???

Só reclama da matemática quem não saiu da escola!

E tem solução o teu problema, digamos, financeiro?

Só se eu acertar na loteria federal...

Aí sim que aumenta a tua chance...

É?!

Sim, de seguir com o problema...

Mas não vejo outra saída senão fazer uma fezinha...

Por falar em fezinha, já tentou a igreja da prosperidade? 

Nãão...

O que tu quer é um milagre mesmo...

Sim, senhor!

Olha, o último "milagre econômico" que ouvi falar foi na ditadura militar e rendeu uma baita dívida externa...

Nada a ver!

Já experimentou desligar a TV?

Pra economizar luz?!

Não, pra não te endividar mais...

Como tu sabe?!

É que eu também já tive esse tipo de problema e só solucionei quando parei de me endividar...

E como conseguiu?

Entrei para o grupo de "Consumistas Anônimos" e já estou há mais de um ano sem dívidas.

E é muito difícil superar esse... esse  vício?...

O nosso lema é: "evite a primeira propaganda na TV"...


Porto Alegre, 16 de julho de 2017.

Imagem: Google

Edu Cezimbra











sábado, 15 de julho de 2017

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Espírito de Lobo


"Espírito de Lobo", filme de Jean-Jacques Annaud, narra a história de um conflito, não o acadêmico, de natureza versus cultura, mas de culturas.

Embora transcorra na Revolução Cultural chinesa, a revolução industrial moderna é o motor que leva a destruição e a morte para as estepes mongóis.

Os lobos são criaturas divinas para os pastores mongóis, que com eles mantém uma relação de profundo respeito.

Os pastores nômades sabem que os lobos protegem seus pastos da superpopulação de gazelas.

As autoridades chinesas implantam a agricultura industrial com tratores, agrotóxicos e matam os lobos.

Um filhote de lobo é criado por um jovem chinês de Pequim,  enviado para "reedução política" na Mongólia, na Revolução Cultural, e é o pivô de outro conflito cultural entre os camponeses obrigados a matar os filhotes de lobo pelas autoridades e o jovem da cidade.

O belíssimo filme do francês Annaud foi baseado no livro escrito por este estudante chinês e sem ler o livro acredito que o roteiro capte o espírito da obra, que tem o propósito de recuperar as estepes da Mongólia, com toda a sua rica vida selvagem.

O que é, afinal o espírito de lobo, que dá título ao filme? Talvez, o título em francês do filme, ajude-nos a entender o espírito do filme: "Le Dernier Loup", o último lobo...

Filmes dessa natureza merecem ser vistos e divulgados por todos que respeitam a vida como valor em si:



Porto Alegre, 14 de julho de 2017.

Foto: Wild Bunch Germany

Edu Cezimbra


quinta-feira, 13 de julho de 2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Contos de Bobos



Era uma vez, em um reino muito distante, um rei muito bonzinho, com uma rainha e filhas muito lindas e um povo muito, mas muito feliz.

- Pára!, lá vem você de novo com esses contos de fadas repetidos!...

Calma, caro e raro leitor, a frase introdutória é meramente ilustrativa. Há de concordar que os contos de fadas iniciam mais ou menos assim, sempre que envolvem reis, rainhas e princesas.

-Óbvio, por isso são contos de fadas!

Por que será que os reis e rainhas são sempre tão bonzinhos e o povo tão feliz, bonachão e saudável nesses contos de fadas?

- Puxa, não tinha pensado nisso... Será que os contistas eram os publicitários da época? Ou jornalistas a favor do rei? Bom, ao menos não eram marqueteiros eleitorais...

Pois é, pois é...E pela sua perspicácia, caro leitor, já deve ter percebido que esses contistas além de defenderem os seus empregos, ou no caso dos reis, a sua proteção e predileção, também protegiam o estimado pescoço, - dos próprios...

- Vem cá...e o bobo da corte, que podia falar brincando as verdades sobre o rei e sua corte? 

Sim, e você  conhece algum bobo da corte em contos de fadas?...

- Pior que não...

Imagina, um bobo da corte inventando um conto, - sem fadas -, no caso:

"Hoje mesmo, bem aqui nesse reino, nesse salão, o rei teve um piripaque e mandou cortar a cabeça de um servo, por reclamação da rainha, pois estava comendo seu brioche, enquanto sua princesa humilhava os filhos dos servos, que passavam fome e doenças, morrendo aos montes, sem nenhuma assistência."

Então, caro leitor, gostou dos "contos de bobos"?

- Olha, está muito "engraçada" a história, mas melhor  parar por aqui, lembrei que tenho que assistir o JN, para saber as notícias do dia... 

Sim, "melhor" parar por aqui, mas antes uns singelos versinhos:

Quem detém um monopólio 

De TV, rádio e jornal 
Não tá nem aí pra história.
 - Tá é de olho no espólio...

 

Porto Alegre, 12 de julho de 2017.
Edu Cezimbra