quarta-feira, 22 de julho de 2026

Leão e Carneiro

 


É Leão mas é manso como Carneiro.

Há quem não faça jus ao nome...

Conheço um Carneiro que era um Leão.

Não era nenhum Cornélio...

Tem Carneiro que é tão marrento quanto o Leão.

Leão de circo na cidade só foi feroz no Coliseu.

Por coincidência, Carneiro e Leão são signos do Zodíaco.

Ambos são bem agressivos -, mas tem quem não bote fé... 

 

 

Porto Alegre, 22 de julho de 2026.

Imagem: Walt Disney, Google

Edu Cezimbra 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Armadilha Passional

 

 

 

Quando flechado pela paixão

Explode a força do desejo

Proibido pecado carnal

Explode insensato coração

Cai em armadilha passional 

Na boca do último beijo 

Numa súbita atração fatal 

 

 

 

 

 

 

Porto Alegre, 21 de julho de 2026.

Imagem: Pinterest

Edu Cezimbra 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Dona Benta e Bozo

 


Não confunda sebenta com sê Benta nem seboso com sê Bozo.

 

Porto Alegre, 20 de julho de 2026.

Imagem: Canva

Edu Cezimbra 

 

 

sábado, 18 de julho de 2026

RIP

 

"Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos", já reiterou um político gaúcho.  Ao que um dos citados respondeu:  
"Não perturbe a quem descansa em paz." 

 


Porto Alegre, 18 de julho de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra

   

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Mambembe

 

"Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!"

O circo é arquetípico e um filme que retrata a vida de seus artistas mexe com arquétipos.

O roteiro vai mudando conforme o encontro com pessoas de carne e osso mas que são artistas circenses.

O pai do diretor viajou muito pelo interior do Brasil e o filho prestou atenção em suas histórias de vida.

Porém, a ficção sobrepuja a biografia e isso ajuda o filme.

A ajuda da ficção realça a presença de pessoas reais que emocionam quem assiste o filme.

Pessoas do povo aprenderam com o circo e tem muito a ensinar.

Mambembe dá título ao filme e documenta um estilo de vida.

Mostra que o circo sobrevive na memórias de seus artistas e comprova sua relevância no imaginário popular... 

 



 

Porto Alegre, 17 de julho de 2026;

Imagem: cartaz do filme, Pinterest

Edu Cezimbra

  

quinta-feira, 16 de julho de 2026

A Queda do Céu

 

O xamã Yanomami Davi Kopenawa registrou sua cosmovisão no livro 'A Queda do Céu'.

Inspirados neste livro os diretores do documentário acompanham um 'kuarup' Yanomami.

O ritual fúnebre é inusitado pois visa acabar com a memória física do morto.

Foi filmado na época das invasões de garimpeiros e mortes de Yanomamis pela fome e consequentes epidemias.

Crenças ancestrais são confrontadas com a tecnologia de morte dos brancos invasores.

A tristeza de quem assiste a morte de suas crianças, a contaminação dos seus rios e a derrubada de sua floresta vira um libelo contra os brancos e o capitalismo.

Não é filme para quem acostumado com o cinema ocidental.

É registro etnográfico e peça de acusação para quem sabe das consequências... 

 


 

 

Porto Alegre, 16 de julho de 2026.

Imagem: cartaz do filme, Google

Edu Cezimbra 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Epitáfio

 


Não pediu para nascer, mas também não pediu para morrer.

Queria, isso sim, viver até o fim. 

 


 

Porto Alegre, 15 de julho de 2026.

Imagem:capa de livro, Google

Edu Cezimbra 

terça-feira, 14 de julho de 2026

A Queda da Bastilha

 


A França não quedou na Bastilha, quem caiu foi a cabeça do rei.

O estado não era o rei...

O rei morreu, viva a república!

Vai a coroa, fica a cara...

Napoleão perdeu a guerra, mas não perdeu a cabeça - ou perdeu?

A guilhotina é democrática, literal e figurativamente... 

 

 

Porto Alegre, 14 de julho de 2026.

Imagem:Google 

Edu Cezimbra 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Corredoras Solidárias

 

 

 

Fêmeas corredoras

Gaia feminina

Feministas evolutivas

Corrida resoluta

Revolucionárias

Graciosa conduta

Concorrida disputa

Vencedoras solidárias  

 

 

 

 

Porto Alegre, 13 de julho de 2026.

Imagem: Pinterest

Edu Cezimbra 

domingo, 12 de julho de 2026

Sabiás Socráticos

 


Só sei que nada sei - já disse Sócrates -, e eu não sabia que sabiá sabia assobiar; o sabiá também não sabia, logo somos socráticos.

 

 

Porto Alegre, 12 de julho de 2026.

Imagem:Editora Rocco, Google

Edu Cezimbra