"Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos", já reiterou um político gaúcho. Ao que um dos citados respondeu: "Não perturbe a quem descansa em paz."
Porto Alegre, 18 de julho de 2026.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
"Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos", já reiterou um político gaúcho. Ao que um dos citados respondeu: "Não perturbe a quem descansa em paz."
Porto Alegre, 18 de julho de 2026.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
"Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!"
O circo é arquetípico e um filme que retrata a vida de seus artistas mexe com arquétipos.
O roteiro vai mudando conforme o encontro com pessoas de carne e osso mas que são artistas circenses.
O pai do diretor viajou muito pelo interior do Brasil e o filho prestou atenção em suas histórias de vida.
Porém, a ficção sobrepuja a biografia e isso ajuda o filme.
A ajuda da ficção realça a presença de pessoas reais que emocionam quem assiste o filme.
Pessoas do povo aprenderam com o circo e tem muito a ensinar.
Mambembe dá título ao filme e documenta um estilo de vida.
Mostra que o circo sobrevive na memórias de seus artistas e comprova sua relevância no imaginário popular...
Porto Alegre, 17 de julho de 2026;
Imagem: cartaz do filme, Pinterest
Edu Cezimbra
O xamã Yanomami Davi Kopenawa registrou sua cosmovisão no livro 'A Queda do Céu'.
Inspirados neste livro os diretores do documentário acompanham um 'kuarup' Yanomami.
O ritual fúnebre é inusitado pois visa acabar com a memória física do morto.
Foi filmado na época das invasões de garimpeiros e mortes de Yanomamis pela fome e consequentes epidemias.
Crenças ancestrais são confrontadas com a tecnologia de morte dos brancos invasores.
A tristeza de quem assiste a morte de suas crianças, a contaminação dos seus rios e a derrubada de sua floresta vira um libelo contra os brancos e o capitalismo.
Não é filme para quem acostumado com o cinema ocidental.
É registro etnográfico e peça de acusação para quem sabe das consequências...
Porto Alegre, 16 de julho de 2026.
Imagem: cartaz do filme, Google
Edu Cezimbra
Não pediu para nascer, mas também não pediu para morrer.
Queria, isso sim, viver até o fim.
Porto Alegre, 15 de julho de 2026.
Imagem:capa de livro, Google
Edu Cezimbra
A França não quedou na Bastilha, quem caiu foi a cabeça do rei.
O estado não era o rei...
O rei morreu, viva a república!
Vai a coroa, fica a cara...
Napoleão perdeu a guerra, mas não perdeu a cabeça - ou perdeu?
A guilhotina é democrática, literal e figurativamente...
Porto Alegre, 14 de julho de 2026.
Imagem:Google
Edu Cezimbra
Fêmeas corredoras
Gaia feminina
Feministas evolutivas
Corrida resoluta
Revolucionárias
Graciosa conduta
Concorrida disputa
Vencedoras solidárias
Porto Alegre, 13 de julho de 2026.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra
Só sei que nada sei - já disse Sócrates -, e eu não sabia que sabiá sabia assobiar; o sabiá também não sabia, logo somos socráticos.
Porto Alegre, 12 de julho de 2026.
Imagem:Editora Rocco, Google
Edu Cezimbra
Mais do que um filme de guerra, 'O Grande Ditador' é sobre homens que fazem as guerras.
Charles Chaplin sai do cinema mudo para proferir um sonoro apelo à humanidade.
"Mais do que máquinas (de guerra?) precisamos de humanidade" - alerta o sósia do ditador.
Para Chaplin, o contrário de guerra não é a paz, mas o humanismo...
"Humano, demasiado humano"- sublinha Nietzsche -, antevendo o 'eterno retorno'...
Já disse um velho barbudo que a tragédia repetida na história vira farsa.
Chaplin em 'O Grande Ditador' fez da farsa uma profecia sobre a tragédia que se avizinhava do mundo.
A 2ª Guerra Mundial terminou com a derrota do ditador, mas a ironia da história é que os ditadores prosseguem fazendo guerras...
Porto Alegre, 11 de julho de 2026.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Agente secreto
Segredo aparente
Coração reagente
Não age reto
Nem sempre contente
Por vezes indiscreto
Reagente pois que forte
Bate ao que perto
Se lhe faz pungente
Secreto agente
Porto Alegre, 10 de julho de 2026.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra
O Eu perde as estribeiras e a Ira aparece.
- Eu prendo e arrebento!
Ira é sombra do Eu.
- A Ira é divina!
A sombra é tempestade no deserto sem perdão.
O Eu não perdoa e a Ira aumenta.
- Eu mato ou morro!
A Ira exige vingança.
- A Ira dos deuses!
Vingança é lenha na fogueira das vaidades do Eu.
- Eu mando e não peço!
O Eu só se dá por vencedor quando a Ira aniquila tudo.
- Eu venci a guerra!
Tudo é permitido quando a Ira domina o Eu...
Porto Alegre, de julho de 2026.
Imagem:Enkidu e Gilgamesh, Google
Edu Cezimbra