"Terão sobrevivido as sentinelas?" - perguntavam nas trincheiras da 'Grande Guerra'.
Ora, sentinelas sempre foram 'boi de piranha', condenadas à morte, com a missão de morrer pela pátria.
O tétrico é que na Grande Guerra' não morreram 'apenas' as sentinelas - morreram milhões de jovens de ambos os lados, ceifados por metralhadoras, feito espigas de trigo.
"E, por fim, uma quietude sofrida baixa sobre o campo de batalha" - descreve Modris Eksteins, autor de 'A Sagração da Primavera' e das duas citações acima.
Estou lendo, aos poucos, este alentado ensaio que tem por subtítulo 'A Primeira Guerra Mundial e o Nascimento da Modernidade'.
Desconfio que as sentinelas somos nós...
Porto Alegre, 15 de outubro de 2026.
Imagem: capa do livro, Google
Edu Cezimbra









