Rainha madrasta
Rainha má
Rainha falsa
Madrasta, má, falsa
Rainha, rainha, rainha.
Rainha
Porto Alegre, 25 de julho de 2026.
Imagem: Rodolfo Loainaza, Pinterest
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Rainha madrasta
Rainha má
Rainha falsa
Madrasta, má, falsa
Rainha, rainha, rainha.
Rainha
Porto Alegre, 25 de julho de 2026.
Imagem: Rodolfo Loainaza, Pinterest
Edu Cezimbra
Belzebu, chamado Bebu, pelos íntimos.
Costuma fazer visitas íntimas prolongadas...
Quem privou de sua companhia foi Rubem Braga conforme conta em sua crônica 'Eu e Bebu na hora neutra da madrugada':
"Muitos homens, e até senhoras, já receberam a visita do Diabo, e conversaram com ele de um modo elegante e paradoxal. Centenas de escritores sem assunto inventaram uma palestra com o Diabo. Quanto a mim o caso é diferente.Ele não entrou subitamente em meu quarto, não apareceu pelo buraco da fechadura, nem sob a luz vermelha do abajur. Passou um dia inteiro comigo. Descemos juntos o elevador, andamos juntos pelas ruas, trabalhamos e comemos juntos."
Bebu aproveitou a visita íntima a Rubem para reforçar sua pregação obsessiva contra Deus, entre outras 'chatices', como reclamou o cronista.
Já era de manhã quando, depois de beberem umas que outras, Bebu perguntou para Rubem:
"- Onde é que você vai?
- Vou dormir... E você?
Bebu me olhou com seus olhos escuros e respondeu com um sorriso de anjo:
- Vou à missa..."
Digno de Goethe!
Porto Alegre, 23 de julho de 2026.
Imagem:Mefistófeles, Google
Edu Cezimbra
É Leão mas é manso como Carneiro.
Há quem não faça jus ao nome...
Conheço um Carneiro que era um Leão.
Não era nenhum Cornélio...
Tem Carneiro que é tão marrento quanto o Leão.
Leão de circo na cidade só foi feroz no Coliseu.
Por coincidência, Carneiro e Leão são signos do Zodíaco.
Ambos são bem agressivos -, mas tem quem não bote fé...
Porto Alegre, 22 de julho de 2026.
Imagem: Walt Disney, Google
Edu Cezimbra
Quando flechado pela paixão
Explode a força do desejo
Proibido pecado carnal
Explode insensato coração
Cai em armadilha passional
Na boca do último beijo
Numa súbita atração fatal
Porto Alegre, 21 de julho de 2026.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra
Não confunda sebenta com sê Benta nem seboso com sê Bozo.
Porto Alegre, 20 de julho de 2026.
Imagem: Canva
Edu Cezimbra
Porto Alegre, 18 de julho de 2026.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
"Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!"
O circo é arquetípico e um filme que retrata a vida de seus artistas mexe com arquétipos.
O roteiro vai mudando conforme o encontro com pessoas de carne e osso mas que são artistas circenses.
O pai do diretor viajou muito pelo interior do Brasil e o filho prestou atenção em suas histórias de vida.
Porém, a ficção sobrepuja a biografia e isso ajuda o filme.
A ajuda da ficção realça a presença de pessoas reais que emocionam quem assiste o filme.
Pessoas do povo aprenderam com o circo e tem muito a ensinar.
Mambembe dá título ao filme e documenta um estilo de vida.
Mostra que o circo sobrevive na memórias de seus artistas e comprova sua relevância no imaginário popular...
Porto Alegre, 17 de julho de 2026;
Imagem: cartaz do filme, Pinterest
Edu Cezimbra
O xamã Yanomami Davi Kopenawa registrou sua cosmovisão no livro 'A Queda do Céu'.
Inspirados neste livro os diretores do documentário acompanham um 'kuarup' Yanomami.
O ritual fúnebre é inusitado pois visa acabar com a memória física do morto.
Foi filmado na época das invasões de garimpeiros e mortes de Yanomamis pela fome e consequentes epidemias.
Crenças ancestrais são confrontadas com a tecnologia de morte dos brancos invasores.
A tristeza de quem assiste a morte de suas crianças, a contaminação dos seus rios e a derrubada de sua floresta vira um libelo contra os brancos e o capitalismo.
Não é filme para quem acostumado com o cinema ocidental.
É registro etnográfico e peça de acusação para quem sabe das consequências...
Porto Alegre, 16 de julho de 2026.
Imagem: cartaz do filme, Google
Edu Cezimbra
Não pediu para nascer, mas também não pediu para morrer.
Queria, isso sim, viver até o fim.
Porto Alegre, 15 de julho de 2026.
Imagem:capa de livro, Google
Edu Cezimbra
A França não quedou na Bastilha, quem caiu foi a cabeça do rei.
O estado não era o rei...
O rei morreu, viva a república!
Vai a coroa, fica a cara...
Napoleão perdeu a guerra, mas não perdeu a cabeça - ou perdeu?
A guilhotina é democrática, literal e figurativamente...
Porto Alegre, 14 de julho de 2026.
Imagem:Google
Edu Cezimbra