Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Uma breve caminhada desde o hotel a Livraria 'Escaramuza' é um passeio inesquecível.
Ruas arborizadas e casario antigo preservado de Montevidéu já valem a viagem.
Ainda melhor é achar a livraria instalada num casarão cheio de livros até o forro.
Os livros são ponto alto da visita contemplando desde os clássicos até os contemporâneos.
A surpresa não parou por aí, porque ao andarmos por seu requintado piso de mosaicos nos deparamos com um pátio interno coberto de plantas onde desfrutamos de momentos agradáveis.
Após, satisfeitos e felizes, seguimos caminhando pela '18 de Julio' até a Intendência Municipal onde descobrimos o Museu de História da Arte.
Impressionante a fidelidade das réplicas das obras de arte, especialmente as esculturas, abrangendo todas as épocas desse patrimônio histórico e cultural que sabe ser a Arte.
Com os corações e mentes repletos de tantas obras maravilhosas voltamos ao hotel para descansarmos e estarmos preparados para as 'Llamadas 2026' , desfiles das 'comparsas' do candombe uruguaio.
Foram momentos de muita emoção presenciar a força da tradição africana no Uruguai.
Contagiante a vibração dos componentes das 'comparsas' e do público presente na passarela da 'Isla de Flores'.
Mais do que torcer por uma 'comparsa' as pessoas vibram com todas!
Voltamos para o hotel com a sensação de dever cumprido, ou seja, como testemunhas de que ainda temos humanidade no Uruguai...
Manhã inicia com uma chuva fina. Nada melhor que um chimarrão no hotel de frente para a 'rambla' curtindo a vista do Rio da Prata.
Planejamos o roteiro para dia, incluindo uma visita guiada no Palácio Salvo, icônico edifício de Montevidéu,
Vale a pena ver de novo a visita! A guia nos conduz por uma viagem no tempo apresentando e explicando todo o simbolismo maçônico dos primeiros andares, já que nos demais andares essa simbologia foi vetada pelos proprietários católicos.
A vista panorâmica de Montevidéu desde as torres do edifício é magnífica.
A visita guiada termina no Museu do Tango onde conhecemos a história de Gerardo Matos Rodriguez, autor do antológico tango 'La Cumparsita'.
Para fechar com chave de ouro o roteiro do segundo dia caminhamos pelo 'Peatonal Sarandi' (calçadão) até o Mercado do Porto onde além de 'parrilla' apreciamos um aperitivo do candombe uruguaio.
Voltamos cansados mas felizes para o hotel já que a caminhada de ida e volta foi de 10 Km.
Descansamos para a noite das 'murgas' no 'Teatro de Verano' que para nossa frustração foi cancelada por causa da previsão do tempo. Afinal não choveu e resolvemos dar um passeio noturno pela 'rambla' de 'Punta Carretas'.
Detalhe: a caminhada pela 'rambla' foi só de 3 Km, mas a volta foi de táxi...
"Sem pressa para nada. A vida é o que acontece entre um lugar e outro", escreveu minha companheira de viagem em seu diário, quando chegamos ao Chuí, extremo sul do Brasil, antevendo o que seria nossa visita ao Uruguai.
Resolvemos pernoitar no Chuí após 500 Km desde Porto Alegre. Na noite conhecemos 'El Fortin' onde saboreamos uma pizza acompanhada de uma cerveja uruguaia bem gelada. Começamos bem!
Pela manhã uma caminhada pela avenida que separa (ou une) os dois países, onde fizemos o câmbio, pagamos os pedágios e eu saboreei um bom café turco servido por uma síria vestida a caráter.
Logo após carimbamos nossos passaportes e partimos sem pressa rumo à Montevidéu.
Após 4h de viagem chegamos em Montevidéu. Nosso hotel fica perto da 'rambla' e depois de um breve descanso estávamos passeando nela e nos maravilhando com sua praia e um espetacular pôr do sol. Montevidéu não deu as costas para o Rio da Prata e seu povo desfruta a vida em suas 'ramblas'...