Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Odisseia

 


"Navegar é preciso, viver não é preciso" (não se aplica a Odisseia).

Ulisses (Odisseu) não seguiu  a prédica de Pompeu, citado poeticamente por Fernando Pessoa - como sabemos de Homero.

A musa antiga que Camões triunfalmente calou não frequentou a Escola de Sagres...

Homero seguiu Aristóteles na sua "Arte Poética".

Pessoa leu "Os Lusíadas" e no "Mar Português" contrariou o vate português.

Há muito de Homero em Pessoa:

"Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal"... 

Penélope esperou fielmente Ulisses tecendo uma coberta.

Cabral fez uma descoberta sem querer... querendo.

Homero glosaria (se lesse Pessoa) que navegar não é preciso, viver é preciso.

A musa antiga sapateia sobre o esquife de Camões... 

 

 

Porto Alegre, 2 de setembro de 2026.

Imagem: Pinterest

Edu Cezimbra 

 

domingo, 23 de agosto de 2026

O Capitão Soviético

 

Se  Raskólnikov, personagem de Dostoiévski, no romance 'Crime e Castigo' fosse membro da polícia política stalinista seria 'O Capitão Soviético'. 

Para além do castigo, o oficial criminoso busca o perdão dos parentes de suas vítimas submetidas ao 'tratamento especial' (tortura e assassinato).

O 'terror stalinista' não perdoa ninguém, nem mesmo seus sequazes...

Ao contrário do título original, que sublinha a fuga do capitão, ele vai ao encontro dos entes queridos de suas vítimas.

Os seus camaradas da polícia política começam a perseguição para silenciar o 'traidor'.

O que o filme escancara é que uma sociedade aterrorizada pelo totalitarismo de estado torna-se cúmplice deste.

A ironia refinada do filme é a de que o capitão soviético busca o perdão por sentimento religioso, preocupado com a salvação de sua alma!

O crime foi cometido - haverá perdão -, ou o castigo prevalecerá?

Só vendo...  




Porto Alegre, 23 de agosto de 2026.

Imagem: cartaz do filme, Google

Edu Cezimbra 

domingo, 16 de agosto de 2026

Sardinha na Brasa

 

O Bispo Sardinha na brasa...

Oswald de Andrade apoiou a Antropofagia.

Somos antropófagos porque orais.

Nossa oralidade vem da mastigação antropofágica regurgitada.

Por muito de Macunaíma não fomos catequizados.

Nossa Belém é do Pará, lembra-nos Mário de Andrade.

O tacacá, prato típico do Pará, é feito com a goma da mandioca.

A mandioca fundou o Brasil para desgosto de Monteiro Lobato.

"Se farinha fosse americana, mandioca importada / Banquete de bacana era farinha", cantou Juraíldes da Cruz.

Agora, sardinha na brasa, só em Portugal... 

 

 

Porto Alegre, 16 de agosto de 2026.

Imagem: Facebook

Edu Cezimbra 

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Dois Escritores

 

"Não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago." - Orides Fontela, poeta homenageada na 24ª FLIP

Dois escritores:

Milton Hatoum conta a história de Martim, um estudante na época da ditadura militar brasileira na trilogia 'O Lugar Mais Sombrio'.

Hisham Matar conta a história de Khaled, um estudante líbio, em Londres, na época da ditadura em seus país, no romance 'Meus Amigos'.

Milton vê o romancista como herdeiro dos que não tiveram voz...

Hisham não superou o desaparecimento do pai na ditadura líbia...

Dói esse pai desaparecido, por isso é preciso lembrar do pai conhecido.

Ambos lidaram com o medo nas ditaduras.

Hisham chama de 'pedagogia do medo' e lembra que o temperamento vai além da ideologia; considera o romance como história do temperamento humano.

Milton cita Kafka para falar dos desaparecidos e diz que este autor escreve sobre 'a ameaça da catástrofe'.

No romance  'O Castelo', o desconhecido é nada, porém é alguma coisa, assim como o imigrante.

Essas poucas anotações não cobrem todo o pensamento desses dois grandes escritores, mas espero que sirvam de estímulo para o meu caro e raro leitor assistir na íntegra essa mesa da FLIP.

 


  

 

 

Porto Alegre, 5 de agosto de 2026.

Imagem: 24ª FLIP, Google

Edu Cezimbra 

 

domingo, 2 de agosto de 2026

Fatalismo ou Ceticismo

 


Paul Ricoeur no 'O Discurso da Ação' afirma: "Ao fatalismo do passado opõe-se o ceticismo do futuro".

Para situar a citação acima ao meu caro e raro leitor, antes o filósofo adverte que "o mundo não é um fato consumado"...

Explicado o 'ceticismo do futuro', concorda?

Paul Ricoeur argumenta que se o já feito é o encerramento, "o mundo da ação é abertura do que ainda fica por tornar verdadeiro".

Portanto, fica tácito que o 'ceticismo do futuro' nada tem a ver com o 'negacionismo do presente' que ameaça o futuro.

Afinal, enquanto o negacionista do presente torna a mentira um fato consumado, o cético do futuro é um buscador do verdadeiro...

 

 

Porto Alegre, 2 de agosto de 2026.

Imagem Ricoeur, Google:

Edu Cezimbra 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

A Queda do Céu

 

O xamã Yanomami Davi Kopenawa registrou sua cosmovisão no livro 'A Queda do Céu'.

Inspirados neste livro os diretores do documentário acompanham um 'kuarup' Yanomami.

O ritual fúnebre é inusitado pois visa acabar com a memória física do morto.

Foi filmado na época das invasões de garimpeiros e mortes de Yanomamis pela fome e consequentes epidemias.

Crenças ancestrais são confrontadas com a tecnologia de morte dos brancos invasores.

A tristeza de quem assiste a morte de suas crianças, a contaminação dos seus rios e a derrubada de sua floresta vira um libelo contra os brancos e o capitalismo.

Não é filme para quem acostumado com o cinema ocidental.

É registro etnográfico e peça de acusação para quem sabe das consequências... 

 


 

 

Porto Alegre, 16 de julho de 2026.

Imagem: cartaz do filme, Google

Edu Cezimbra 

terça-feira, 14 de julho de 2026

A Queda da Bastilha

 


A França não quedou na Bastilha, quem caiu foi a cabeça do rei.

O estado não era o rei...

O rei morreu, viva a república!

Vai a coroa, fica a cara...

Napoleão perdeu a guerra, mas não perdeu a cabeça - ou perdeu?

A guilhotina é democrática, literal e figurativamente... 

 

 

Porto Alegre, 14 de julho de 2026.

Imagem:Google 

Edu Cezimbra 

sábado, 11 de julho de 2026

O Grande Ditador

 


Mais do que um filme de guerra, 'O Grande Ditador' é sobre homens que fazem as guerras.

Charles Chaplin sai do cinema mudo para proferir um sonoro apelo à humanidade.

"Mais do que máquinas (de guerra?) precisamos de humanidade" - alerta o sósia do ditador.

Para Chaplin, o contrário de guerra não é a paz, mas o humanismo...

"Humano, demasiado humano"- sublinha Nietzsche -, antevendo o 'eterno retorno'...

Já disse um velho barbudo que a tragédia repetida na história vira farsa.

Chaplin em 'O Grande Ditador' fez da farsa uma profecia sobre a tragédia que se avizinhava do mundo.

A 2ª Guerra Mundial terminou com a derrota do ditador, mas a ironia da história é que os ditadores prosseguem fazendo guerras...


 

 

 Porto Alegre, 11 de julho de 2026.

Imagem: Google

 Edu Cezimbra

 

sábado, 27 de junho de 2026

Uma Infância Alemã

 


 Pão branco com manteiga e mel é o leitmotiv desse filme alemão.

O desejo aparentemente tão singelo é da mãe do infante que está grávida.

Chamo o menino de infante porque ele é membro da juventude nazista.

Nanning mora em uma ilha remota do Mar do Norte durante a 2ª Guerra Mundial.

Sua infância é marcada pela carência e a luta pela sobrevivência.

O que demarca essa infância alemã é a morte de Hitler e a rendição da Alemanha em 1945.

O que vemos no filme é o conflito entre os fanáticos hitleristas e os que querem o fim da guerra por terem parentes que emigraram para os EUA.

A família de Nanning é uma ferrenha defensora da tese anticientífica da superioridade da "raça ariana".

Enquanto busca os escassos ingredientes do pão branco e da manteiga e do mel o infante toma conhecimento da culpa de sua família no assassinato em campo de extermínio da namorada de um de seus tios.

O desenlace dessa trama até pode ser banal mas não exime a banalidade do mal que dominou a sociedade alemã da época.  

 


 

 

 

Porto Alegre, 27 de junho de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

sábado, 20 de junho de 2026

Entre o Medieval e o Moderno

 

 

Há mais convenções entre o convento e a conveniência do que pode supor nosso convencionalismo.

Entra o mosteiro e o mostruário caminha a modernidade.

O convento e o mosteiro são medievais.

A conveniência e o mostruário são modernos.

Entre o medieval e o moderno há muitas modas...

 

 

Porto Alegre, 20 de junho de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

O Bolo do Presidente

 


 Filme iraquiano premiado em Cannes que impactou o mundo denuncia o bloqueio econômico dos EUA e a ditadura de Saddam Hussein no início da década de 90.

Com sequências cinematográficas do 'pântano' onde famílias habitam ilhas flutuantes de junco o filme iraquiano mostra as consequências funestas das sanções e da ditadura para o povo do país.

Passando por privações, carestia e fome uma menina é sorteada na 'escola cívico militar' para fazer o bolo do presidente em comemoração ao seu aniversário.

Em pleno racionamento, inclusive de água potável, a menina e sua avó vão de carona até Bagdá.

A intenção da avó é deixar a neta com um casal da capital

Ao saber da decisão da avó, a menina foge e tenta conseguir os ingredientes do 'bolo do presidente' na companhia de seu amigo e colega de classe.

Em meio a manifestações de apoio convocadas pelo ditador vemos a luta do povo para sobreviver ao bloqueio e aos bombardeios dos EUA.

O final do filme é de rasgar o coração como constatará quem assistir a esse merecidamente premiado filme iraquiano. 

  


 

 

Porto Alegre, 17 de junho de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Pequenas Cartas Obscenas

 

Uma comédia da vida privada, diria Luis Fernando Verissimo.

Após tanta publicidade na conservadora Inglaterra, a história dessas pequenas cartas obscenas caiu no devido esquecimento...

Até que essa comédia de costumes inglesa a revele novamente.

Pois, vale o resgate da história picante e, por isso, tão impactante na moralista sociedade inglesa.

As cartas obscenas são remetidas para Edith, uma solteirona carola que mora com os pais.

A suspeita recai sobre sua vizinha, Rose, uma irlandesa independente sem palpas na língua.

O que chama atenção nesse caso escatológico são as graves consequências.

O pai autoritário de Edith faz uma queixa na delegacia da cidade e Rose é presa e processada como autora das cartas anônimas sem nenhuma prova.

Não fora a atuação da Policial Feminina Moss que em um esforço investigativo comunitário busca o verdadeiro autor das cartas anônimas.

Contado o filme dessa forma sinóptica não temos ideia do quanto é revelador dos costumes da Inglaterra conservadora...

 


 

 

Porto Alegre, 14 de maio de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Maldito Espinosa

 


O documento de excomunhão determinava: "Maldito ele seja de dia e maldito seja de noite. Maldito seja quando se deita e maldito seja ele quando se levantar".

Baruch leu a Bíblia e chegou a uma conclusão:

Não foi Deus que escreveu a Bíblia.

A Bíblia foi escrita por homens, líderes tribais.

Por isso, Baruch foi excomungado...

Foi amaldiçoado, mas não silenciado.

Seus escritos foram lidos por muitos e preconizaram a democracia e a modernidade.

A ironia da história é que Baruch Espinosa foi educado para ser rabino...

Começou a fazer perguntas, por exemplo: por que Deus descansou no sétimo dia se era onipotente?

Baruch abriu uma brecha em um muro das lamentações...

Por ela foi expulso de sua comunidade, virou um pária,  e teve de se virar sozinho.

Mudou seu nome para 'Benedictus' (Baruch, em latim) e foi trabalhar como polidor de lentes.

Enquanto polia lentes afiava mentes: Deus é Natureza, Deus é Universo, portanto não há povo eleito.

Essa categoria universal abalou o 'establishment'...

Outros filósofos, entre eles, Descartes optaram por se calar diante dessa verdade por amor à própria pele.

Se Espinosa mexeu contigo, assim como a Marilena Chauí, saiba mais:

 


 

 

Porto Alegre, 13 de maio de 2026.

Imagem:estátua de Espinosa, Google

Edu Cezimbra 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Caso 137

 

Filme francês, sucesso de público e crítica, baseado em fatos reais conta a história da repressão policial aos coletes amarelos em dezembro de 2018.

Quando a revolta popular contra a política neoliberal de Macron toma conta das ruas de Paris o que está em jogo é a República, segundo o discurso oficial.

Além das forças convencionais de repressão são chamados agentes de forças especiais sem preparo para atuar em manifestações de rua.

O filme desnuda o uso abusivo da força por parte de agentes do estado francês que ferem  gravemente um adolescente com duas balas de borracha na cabeça.

A investigação desse crime é feita por uma policial que se vê entre o espírito de corpo da polícia e a sua missão de apurar o caso, além de sua humanidade.

Quando seu filho adolescente conta que os seus colegas odeiam a polícia o dilema da mãe aumenta.

O mérito do filme é mostrar que a polícia é o braço armado do estado e que o abuso de autoridade é responsabilidade do mesmo.

O risco maior do estado militarizado é o de se voltar contra seus cidadãos como podemos constatar no Caso 137. 



 

Porto Alegre, 1º de maio de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

 

terça-feira, 3 de março de 2026

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

 


Uma carta endereçada a uma escritora londrina após o fim da 2ª Guerra Mundial desencadeia toda uma correspondência.

Os poucos habitantes de uma ilha no Canal da Mancha ocupada pelos nazistas precisam justificar a quebra de um toque de recolher.

A desculpa foi que estavam voltando de um clube de leitura quando, na verdade, haviam comido um leitão assado proibido.

Obrigados pelos nazistas a seguir com os encontros até então inexistentes acham em um dos livros que leram o endereço da escritora.

Ao se inteirar da "sociedade literária' a escritora londrina quer contar sua história...

A partir daí desenvolve-se todo um romance recheado de personagens que vão cativando os espectadores pela sua vida simples.

Uma tocante mensagem do filme é a fala de uma das personagens: de que mais do que saciar as necessidades fisiológicas precisamos de encontros humanos...


 

Porto Alegre, 3 de março de 2026.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Diário de Montevidéu IV

 

No nosso quarto e último dia em Montevidéu decidimos fazer um giro pela cidade no 'Bus Turístico Montevideo'.

Iniciamos o 'tour' central na 'Plaza Independencia' vendo desde o segundo piso do ônibus elétrico o 'Circuito Histórico Cultural' de Montevidéu.

Vislumbramos o rico patrimônio artístico e cultural da cidade.

Todo o trajeto é feito por amplas avenidas com monumentos celebrando as datas e os fatos históricos do Uruguai.

Os prédios públicos estão localizados em meio a bem cuidados parques, entre eles o parque Rodó, próximo ao Estádio Centenário tombado pela FIFA.

São tantos os lugares de encher os olhos que encerro este diário de viagem por aqui para não cansar o meu caro e raro leitor.

Não sem antes recomendar muito o 'Bus Turístico Montevideo' como a melhor maneira de conhecer mais esta maravilhosa cidade do Sul da América!

 

 

 

Montevidéu, 7 de fevereiro de 2026.

Imagem: Bus Turístico Montevideo, Google

Edu Cezimbra 

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Diário de Montevidéu II

 


 

 Manhã inicia com uma chuva fina. Nada melhor que um chimarrão no hotel de frente para a 'rambla' curtindo a vista do Rio da Prata.

Planejamos o roteiro para dia, incluindo uma visita guiada no Palácio Salvo, icônico edifício de Montevidéu,

Vale a pena ver de novo a visita! A guia nos conduz por uma viagem no tempo apresentando e explicando todo o simbolismo maçônico dos primeiros andares, já que nos demais andares essa simbologia foi vetada pelos proprietários católicos.

A vista panorâmica de Montevidéu desde as torres do edifício é magnífica.

 A visita guiada termina no Museu do Tango onde conhecemos a história de Gerardo Matos Rodriguez, autor do antológico tango 'La Cumparsita'.

Para fechar com chave de ouro o roteiro do segundo dia caminhamos pelo 'Peatonal Sarandi' (calçadão) até o Mercado do Porto onde além de 'parrilla' apreciamos um aperitivo do candombe uruguaio.

Voltamos cansados mas felizes para o hotel já que a caminhada de ida e volta foi de 10 Km.

Descansamos para a noite das 'murgas' no 'Teatro de Verano' que para nossa frustração foi cancelada por causa da previsão do tempo. Afinal não choveu e resolvemos dar um passeio noturno pela 'rambla' de 'Punta Carretas'.

Detalhe: a caminhada pela 'rambla' foi só de 3 Km, mas a volta foi de táxi... 

 

Montevidéu, 5 de fevereiro de 2026.

Imagem: arquivo pessoal

Edu Cezimbra 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Três Pérolas do Matheus

 


A primeira "pérola":

"Sócrates é um jogador invendável e imprestável." 

A segunda:

"Depois da tempestade vem a ambulância."

A terceira:

"Quem está na chuva é para se queimar." 

Vicente Matheus foi presidente do Corinthians e além de um bolaço era modesto: atribuía suas "pérolas" ao humorista Ary Toledo...

(da revista ISTOÉ de 10 de fevereiro de 1993)  

 

Porto Alegre, 22 de janeiro de 2026.

Imagem: Pinterest

Edu Cezimbra 

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Redes Sociais

 

Não é de hoje as redes sociais...

Eis o segredo do seu sucesso.

Toda tribo tem sua rede social.

Sem elas não sobreviveriam...

As redes sociais são tecidas.

Quem as tece são tecelãs.

O tecido social é feito por muitas mãos... e mães.

Para tecer redes é preciso muita aprendizagem.

A prática leva à perfeição.

Ninguém é perfeito mas juntos chegamos lá.

Deitemos nas redes sociais e aprendamos a ser humanos... 

 

 

Porto Alegre, 9 de janeiro de 2026.

Imagem: Carybé, Pinterest

Edu Cezimbra 

sábado, 6 de dezembro de 2025

O Agente Secreto

 

"O Agente Secreto" não é agente nem secreto.

Um pesquisador universitário vira um clandestino em seu próprio país.

Um filme não precisa ser panfletário nem engajado politicamente para escancarar uma página trágica da História do Brasil.

Basta contar uma história pessoal de alguém perseguido por um fascista mas que a todos diz respeito.

O motorista do fusca amarelo ao parar em um posto de gasolina testemunha uma cena absurda...

O cadáver há dias putrefando próximo ao posto de gasolina é um símbolo mórbido de tudo de podre naquele Brasil dos "anos de chumbo".

Há mais interesse  no fusca amarelo do que no morto.

Mortos e desaparecidos têm aos montes...

É nesse clima pesado que se desenrola a trama de "O Agente Secreto".

Eis um filme com pouca ação e muita revolução...   




Porto Alegre, 6 de dezembro de 2025.

Imagem: cena do filme, Google

Edu Cezimbra