O documento de excomunhão determinava: "Maldito ele seja de dia e maldito seja de noite. Maldito seja quando se deita e maldito seja ele quando se levantar".
Baruch leu a Bíblia e chegou a uma conclusão:
Não foi Deus que escreveu a Bíblia.
A Bíblia foi escrita por homens, líderes tribais.
Por isso, Baruch foi excomungado...
Foi amaldiçoado, mas não silenciado.
Seus escritos foram lidos por muitos e preconizaram a democracia e a modernidade.
A ironia da história é que Baruch Espinosa foi educado para ser rabino...
Começou a fazer perguntas, por exemplo: por que Deus descansou no sétimo dia se era onipotente?
Baruch abriu uma brecha em um muro das lamentações...
Por ela foi expulso de sua comunidade, virou um pária, e teve de se virar sozinho.
Mudou seu nome para 'Benedictus' (Baruch, em latim) e foi trabalhar como polidor de lentes.
Enquanto polia lentes afiava mentes: Deus é Natureza, Deus é Universo, portanto não há povo eleito.
Essa categoria universal abalou o 'establishment'...
Outros filósofos, entre eles, Descartes optaram por se calar diante dessa verdade por amor à própria pele.
Se Espinosa mexeu contigo, assim como a Marilena Chauí, saiba mais:
Porto Alegre, 13 de maio de 2026.
Imagem:estátua de Espinosa, Google
Edu Cezimbra

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