O Eu perde as estribeiras e a Ira aparece.
- Eu prendo e arrebento!
Ira é sombra do Eu.
- A Ira é divina!
A sombra é tempestade no deserto sem perdão.
O Eu não perdoa e a Ira aumenta.
- Eu mato ou morro!
A Ira exige vingança.
- A Ira dos deuses!
Vingança é lenha na fogueira das vaidades do Eu.
- Eu mando e não peço!
O Eu só se dá por vencedor quando a Ira aniquila tudo.
- Eu venci a guerra!
Tudo é permitido quando a Ira domina o Eu...
Porto Alegre, de julho de 2026.
Imagem:Enkidu e Gilgamesh, Google
Edu Cezimbra

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