quarta-feira, 16 de maio de 2018

terça-feira, 15 de maio de 2018

Cães e gatos e ratos


Cães e gatos sempre foram inimigos. Mais correto dizer que cães caçam gatos implacavelmente. Os gatos, por isso, estão sempre rosnando contra cachorros de estimação.

Gatos e ratos sempre foram inimigos. Mais correto dizer que gatos caçam ratos implacavelmente. Os ratos, por isso, embora não rosnem para gatos, evitam os gatos de estimação instintiva e inteligentemente.

Quando cães se juntam em bando formam um grupo agressivo de animais que aí, além de gatos e raposas, entre outros, ousam atacar pessoas, especialmente as que tem medo deles.

Inacreditável, mas há pessoas que além de medo de cachorros tem medo de gatos e de ratos, abrangendo os temores particulares de cada um deles.

E, ironia da história, são as pessoas que juntam cães, gatos e ratos. Os seres humanos domesticaram cachorros e gatos pela necessidade e pela afetividade, nessa ordem.

E aí começam os problemas, pois pessoas - não todas, mas muitas -, são muito irresponsáveis com seus “pets”.

Assim, abandonam seus animais de estimação em lugares afastados, que começam a se encontrar e, naturalmente, a procriar, pois não foram castrados por seus irresponsáveis “donos”.

Cães e gatos estão espalhados mundo a fora, assim como os ratos. Estes espalharam bactérias causando pestes que dizimaram milhões de pessoas devido à falta de higiene e alimentação deficiente dessas populações.

A história tem muitos desdobramentos, pois além de cães caçarem gatos e gatos caçarem ratos também caçam pequenos animais silvestres e aves colocando em risco muitas espécies.

Porém, sejamos justos, a espécie humana, é hors concours nesse aspecto. Impressionante como nos proliferamos e viramos uma praga para o planeta juntamente com todas as outras espécies que domesticamos e exploramos.

Assim, antes de reclamarmos de cães, gatos e ratos, que se multiplicaram caoticamente por todo o mundo, deveríamos nos perguntar o quanto esses animais nos refletem implacavelmente...

Porto Alegre, 15 de maio de 2018.
Imagem: Google
Edu Cezimbra

Verdades e mentiras


Porto Alegre, 15 de maio de 2018.

Design: Canva

Edu Cezimbra

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Homem das Mil Faces


Lon Chaney, ator norte-americano, consagrado por desempenhar papéis grotescos entre os quais “O Corcunda de Notre Dame” e “O Fantasma da Ópera” foi cognominado “O Homem das Mil Faces”.

Joseph Campbell escreveu um livro intitulado “O Herói de Mil Faces” mostrando como são fortes e variadas as muitas representações do mito do “herói”.

Fernando Pessoa tem muitos heterônimos, um poeta de mil faces, que tem plena consciência dessas muitas personalidades poéticas.

Já outros, com menos talentos, são diagnosticados com “transtornos de personalidade”, “múltiplas personalidades”, etc…

Quem mais tem, se não “mil faces”, muitas faces? Tem quem diga que muita gente tem uma cara para cada ocasião.

Jung chamou esta figura arquetípica de “máscara”, inspirado - olha só -, nas máscaras do teatro, que coincidência com o Lon Chaney, não?

A máscara é considerada a imagem arquetípica da vida social.  Aquele sorriso forçado ou amarelo mantido na cara quando em eventos públicos, entende?

Contam que um certo político, que se elegeu presidente, tinha duas caras, apenas: uma, carrancuda, quando longe dos refletores, mas era só um refletor acender que era todo sorrisos…


Tem um outro político que nem duas caras consegue: tem uma só, dublê de corpo do Bela Lugosi...

Corta!

Porto Alegre, 14 de maio de 2018.
Imagens: Google
Edu Cezimbra

Ator principal


Porto Alegre, 14 de maio de 2018.

Imagem: Google

Design: Canva

Edu Cezimbra

sábado, 12 de maio de 2018

Catedrais

"Não quero viver num mundo sem catedrais. Preciso do brilho de seus vitrais, de sua calma gelada, de seu silêncio imperioso. Preciso das marés sonhadas do órgão e do sagrado ritual das pessoas em oração. Preciso da santidade das palavras, da elevação da grande poesia. Preciso de tudo isso. Mas não menos necessito da liberdade e do combate a toda a crueldade. Pois uma coisa não é nada sem a outra. E que ninguém me obrigue a escolher."


Trecho do discurso de Amadeu de Prado, no Liceu Católico, do livro 'Trem noturno para Lisboa', de Pascal Mercier,  leia ao som da Sonata nº III para órgão, de Mendelssohn e desfrute um momento de rara inspiração:

...
Porto Alegre, 12 de maio de 2018.
Imagem: arquivo pessoal
Edu Cezimbra

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Socialismo ou Barbárie



A aula transcorria normalmente até que uma  aluna lascou essa pergunta:

- Sora, quem é a Barbárie?

- Nossa, aluna, de onde tu tiraste isso?!

- Eu vi na televisão um homi falando assim: Socialismo ou Barbárie…

- Aluna, isso é alguma pegadinha, é?!

- Nããão, sora, eu só queria saber quem é essa tal Barbárie…

- Ah, a Barbárie, aquela malvada da novela!

- De onde tu tiraste esta bobagem, aluno?

- Não é ela?!

- Aluno, tu andas vendo muita novela, barbárie não é uma pessoa.

- Não é, então por que o vovô falou que “foi o Bárbaro”?…

- Viu, sora, o Bárbaro e a Barbárie!

- Não, alunos, têm os bárbaros e os civilizados, vou explicar a diferença: bárbaros não sabem ler, nem escrever, os civilizados são os que sabem ler e escrever porque vão à escola, como vocês...

- Ih, sora, acho que eu preferia ser bárbaro.

- Eu também, sora!

- Sora, e o Socialismo, quem é?

- Chega, aí já é demais, vocês querem que eu perca o meu emprego?!

E, assim, terminou normalmente mais uma aula da "Escola Sem Partido", onde é permitido falar de barbárie mas não se pode falar de socialismo...


Porto Alegre, 11 de maio de 2018.

Imagem: The Wall

Edu Cezimbra

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Rosa Vermelha


Porto Alegre, 10 de maio de 2018.

Design: Canva

Imagem: Art People Galery

Edu Cezimbra

Culto proibido


Desejos ocultos
Culto do desejo
Muitos adeptos
Religião pagã
Profana prática
Lugares santos
União de corpo e
Espírito
Secretamente

Desejos proibidos
Proibição do desejo
Muitos adictos
Lei canônica
Discurso moralista
Tribunais leigos
Quebrando ossos e
Alma
Publicamente


Porto Alegre, 10 de maio de 2018.

Imagem: Cláudio Etges

Edu Cezimbra

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Volta e meia


“… vamos dar a meia volta / volta e meia vamos dar...”

A cantiga de roda ecoa através dos tempos ancorada no passado distante para se fazer presente nas lembranças de infância.

Volta e meia reaparecem momentos que pareciam passados… e uma meia volta é feita quase que compulsivamente.

Preste atenção que é uma volta… e meia… sim, é uma volta acrescida de algo mais. E é esse algo mais que faz com que a volta seja- se não diferente- acrescida de outros momentos.

Não é regressão a um passado distante mas um ensaio sobre um movimento que se parece mais com uma experiência reformada.

O momento passado, quando recuperado, é tingido com nuances de outros sentimentos e nunca mais, para o bem e o mal, será o mesmo…

Uma simples cantiga de roda pode e deve ser cantada de novo mas nunca mais terá o mesmo tom marcado por passos na calçada, o brilho no olhar e o riso de crianças a finalizá-la.

O que não nos impede de dar a meia volta quando a situação exigir  e, enquanto é tempo, o jogo de cintura permitir...

Porto Alegre, 9 de maio de 2018.

Imagem: Ciranda, Glênio Bianchetti 

Edu Cezimbra