domingo, 10 de janeiro de 2021

Metamorfose Ambulante

 


A metamorfose

Ambulante do Raul

É pra ontem agora!


Porto Alegre, 10 de janeiro de 2021.

Design: Pinterest

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sábado, 9 de janeiro de 2021

Diminutivos

 

Diminutivos querem ser carinhosos.

- Meu neguinho, meu docinho...

Também podem diminuir o alvo da atenção: o moreninho, "A Moreninha".

Sem conotação racista, - porque no Brasil não existe racismo, táoquei?!!

Fulaninho, Sicraninho são os filhinhos da mãe e do papai.

Todos sem a intenção de infantilizar o marmanjo, que, aliás, nem se incomoda. 

Não são apenas os nomes próprios que viram "nominhos". 

Também os adjetivos e substantivos: pobrezinho, coitadinho - tadinho!-, riquinho, garotinho, pequenino, anjinho...

Caso deste  testículo, digo, textinho,- pra não virar  textão.

Quanto  aos aumentativos, meu caro e raro leitor, fica para uma outra ocasião.

Mas fica registrada a questão, porque não é qualquer questiúncula...


Porto Alegre, 9 de janeiro de 2021.

Imagem: capa de "Riquinho", Google

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Podres Poderes

 


Caetano cantou

Podres poderes

Trazendo à tona

Probos problemas

Aos poderosos podres

Patéticos patifes

De bancos em bancarrotas

Mendigando milhões

Extorquindo estados

Privatizando prisões.


Porto Alegre, 8 de janeiro de 2021.

Charge: Latuff, Google

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Dia do Leitor

 

Todo leitor assíduo sempre tem um escritor  ao seu lado.

Porto Alegre, 7 de janeiro de 2021.

Imagem: biblioteca da UECE, Google

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Pacífico


 

Pacífico - tem gente com nome de oceano...

Ambos não fazem jus ao nome.

Bem verdade, tem compartamentos semelhantes.

Entre outros: 

- São vastos, embora não saibam.

- São bravos, contudo passivos.

- São profundos, todavia inexplorados.

- São quentes, porém com correntes frias.

O Oceano Pacífico é o maior, não precisa de predicados.

Já o nosso personagem chama-se Pacífico Guerra Peixe, o que diz muito da condição humana...


Porto Alegre, 6 de janeiro de 2021.

Imagem: Fernão de Magalhães, Google

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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Africanidades

 


Da salsa

Ao samba

Muito saravá 

Soou


Do jongo

Ao jazz

Muita ginga

Jogou


Da rumba

Ao rock

Muita pedra

Rolou


Porto Alegre, 5 de janeiro de 2021.

Imagem: Di Cavalcanti, Google

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

A Maçã e a Serpente

 


O que a Serpente falou para Eva todos sabem.

Não sabem o que a Serpente falou para a Maçã...

- Maçã...Maçã... Maçã!!! acorda deste sono vegetativo!

A Maçã, que vivia quieta no seu canto, despertou sobressaltada.

- Hum... o quê? quem sibiliou neste Pomo-de-Adão?

- Fui eu, Maçã gostosa, saborosa, deliciosa, Fruto Proibido da Árvore do Conhecimento.

- Olha o respeito, sua víbora! Veja como fala, eu sou uma fruta do Paraíso!

Por isso mesmo que te acordei, minha linda... porque és uma fruta tentadora, irresistível...

- Deixa--me quieta, não estou a fim de publicidade, tenta a Banana...

- Ora, não seja tímida, tu és a mais bela fruta, por isso te escolhi!

- Bondade sua, Senhora Serpente, mas a Romã também é bela, afinal, é a fruta de Vênus....

- Psssiu... não fale em Deusa, Ele é muito ciumento!

- Entendi... pelo visto vou ter que aceitar este papel de de Fruto Proibido...- falou a Maçã, que já se mostrava entediada com a insistência da Serpente.

- Sssim - sibilou a Serpente - basta ficar bem à vista, que eu faço este serviço sujo, digo, serviço luxuoso...

Foi assim que a Maçã foi mordida por Eva, que por sua vez foi mordida, digo, desfrutada por Adão, inaugurando a propaganda como a alma do negócio.

Moral da parábola: o fruto proibido é mais caro.


Porto Alegre, 4 de janeiro de 2021.

Imagem:Google

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domingo, 3 de janeiro de 2021

sábado, 2 de janeiro de 2021

Maresia

 


Maresia leva

Além o mar

Salga terra

Salmoura

A marinar

Maré marisco

Ferro ferrugem

Sal salgueiro

Maresia é 

Malícia do mar



Porto Alegre, 2 de janeiro de 2021.

Imagem: Carybé, Pinterest

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Pássaros Expiatórios

 

As irmãs Pilar, solteironas, tem como diversão cuidar da vida alheia.

Desta forma sabem tudo o que acontece em Lagoa Branca, pequena cidade fictícia do RS.

O prefeito da cidade governa ditatorialmente o município.

Em regimes autoritários, devido à censura e à repressão, é preciso falar por parábolas.

Há pássaros negros com peito vermelho que também espionam todos os malfeitos das autoridades constituídas.

Depois de muitos desmandos os jovens da cidade se revoltam e saem com armas de fogo e porretes para caçar os pássaros negros.

São pássaros expiatórios porque as autoridades não são punidas pelos seus abusos e crimes.

Enquanto os moradores da cidade caçam os pássaros artificiais confeccionados em segredo por uma das irmãs Pilar, o prefeito é ignorado.

O que o escritor Josué Guimarães não poderia prever é que o seu romance “Os Tambores Silenciosos” seria, além de alegórico, profético.

Os pássaros expiatórios são outros, mas os autores dos crimes seguem ignorados, embora todos saibam quem são.


Porto Alegre, 1º de janeiro de 2020.

Imagem: Google

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