sábado, 12 de novembro de 2016

Baobá


Pictograma em homenagem ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.


Porto Alegre, 12 de nvembro de 2016.

Foto: Francisco D. Cezimbra

Edu Cezimbra

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Pictograma


'Pictograma'  inspirado na ilustração 'O elefante e o caracol' de Bárbara Castro Urio para o livro 'Decrescimento: vocabulário para um novo mundo', da TOMO Editorial.


Porto Alegre, 11 de novembro de 2016.

Foto: Francisco D. Cezimbra

Edu Cezimbra

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quem conta um conto aumenta um ponto


"Era uma vez, em um país muito distante": sempre iniciam assim os contos de fadas, provavelmente protegendo a cabeça do contista...

Até existem contos sem fadas, já percebeu? Mas isso não vem ao caso, o que importa é que "foram felizes para sempre"! FIM

Acabou aí a história... Mas, e se fossem tranformados em 'séries de fadas'? Aí complicou...

Imagina só: depois da cena final em que o príncipe leva sua linda e deslumbrada princesa na garupa de seu fogoso cavalo branco para seu gigantesco castelo, ao invés do 'FIM', um aviso: 'continua no próximo epsódio'. 

Sei, corre o risco de virar novela, concordo...

Mas imagina a cena inicial do 'próximo epsódio' de Branca de Neve:

- Bom dia, princesa. Dormiu bem?

- Como uma rainha! (espreguiçando-se gostosamente)... 

- Psiu, fale baixo, que a rainha-mãe dorme nos aposentos reais ao lado de nosso quarto nupcial, e logo virá com o rei e sua comitiva verificar nossos lençóis.

Por aí dá para sentir que a continuação do conto seria sem fadas e, pelo andar da carruagem, a essas horas tranplantada para a horta do castelo real, a história ou viraria mesmo uma 'novela das seis', drama ou algo que o valha.

Particularmente, há muito deixei de assistir novelas ou séries... Talvez porque goste de contos de fadas com finais felizes... hihihi (riso de bruxa)...

É que não gosto de repetições, todos os dias, durante meses a fio, as mesmas caras, falando as mesma coisas, 'Boa noite, Cinderela'...

Prefiro mesmo ver em letras garrafais 'FIM', com ou sem final feliz.

Até porque se contos  virassem 'séries de fadas' seriam proibidos para menores de 18...16...14...12 anos?, mas isso já é outra história.

FIM


Porto Alegre, 10 de novembro de 2016.

Edu Cezimbra



A ranzinha e a estrelinha



Foi tão forte a ventania que a ranzinha voou pro alto e colheu uma estrelinha no céu. Depois - tchbum - caiu no balde de água da chuva - splash!

Porto Alegre, 7 de novembro de 2016.

Foto: Francisco Cezimbra

Edu Cezimbra 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Perguntas dentro da democracia


Novembro, mês do Dia da Consciência Negra e da Proclamação da República.


Porto Alegre, 9 de novembro de 2016.

Edu Cezimbra

Face a Face


  • Um certo partido nanico prega a Jesuscracia. Embora não explicite, nas entrelinhas deixa tácito que é para exorcizar a Democracia.
  • É possível ser feliz com pouco, aliás, é condição 'sine qua non' para a felicidade genuína...
  •  Tem torcedor preocupado com o rebaixamente de seu clube do coração para a série B sem se dar conta que o pior rebaixamento para a segunda divisão foi do Brasil após o golpe.
  • A crise de interpretação de texto está tão grave que é um perigo fazer ironias e sarcasmos no facebook. Muita gente interpreta a seu 'bel-prazer' e até se identifica com analogias de certo candidato com Hitler. Por isso não compartilho essas 'gracinhas'...
  • O capitalismo quer que aprendas a pescar com caniço e anzol enquanto o capitalista pesca com redes de arrastão.
  • Brasília, hoje, tem formato de B-52 bombardeando nossas inocentes hiroshimas e nagasakis com suas pecs atômicas...
  • Não demora vão crucificar o Papa. 
  • O Assange diz que Hillary é a candidata dos 1%. Péra, aí o Trump vota nela também?...Julian, vamos deixar por 0,99%, e não se fala mais nisso, ok?
  • Mujica e Francisco, quando a 'liturgia do cargo' toca as pessoas...
  • Ficção é uma mentira verdadeira em que qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidẽncia.

Facebook, novembro de 2016.

Edu Cezimbra

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mujica a 'nosotros' representa



A primeira vez que li algo surpreendente, dito por Mujica, foi lá por 2011. Estava em Colonia del Sacramento. Comprei um diário uruguaio, abanquei-me na praça em frente ao hotel e logo me deparei com uma longa entrevista do então Presidente da República.

Lá pelas tantas ele declara, sem papas na língua, que 'os uruguaios não são fanáticos pelo trabalho, embora haja excessões"...

E o que me impressionou e alegrou vivamente foi que Mujica não estava criticando seus compatriotas pela 'falta de fanatismo' ao trabalho, mas sim, conclamando-os a não se matarem trabalhando.

A partir dessa entrevista que, para mim, foi uma espécie de identificação imediata com suas ideias e visão de mundo pude acompanhar sua crescente influência mundial.

Para ter uma ideia dessa influência há até um livro infantil em japonês traduzindo suas propostas para um mundo melhor e sua biografia já foi traduzida em mais de vinte países.

Que fenômeno de comunicação de massa é Pepe Mujica? Fenômeno inexplicável para os modelos atuais. Mujica não é nenhum astro de música pop, nem uma celebridade hollywoodiana, nem presidente de uma grande potência mundial, mas aonde quer que vá atrai multidões para lhe ouvir.

Qual o seu segredo?, devem se perguntar os marqueteiros políticos e publicitários de marcas.

Bom, talvez não tenha segredos mesmo...

Vida simples, casa humilde, um fusca velho para se deslocar, assim é Mujica.

Quando Presidente do Uruguay doava a maior parte do seu alto salário para organizações populares que tocavam projetos sociais.

Outro aspecto relevante de sua extensa biografia política é encarar de frente questões espinhosas como descriminalização da maconha e do aborto que colocaram o Uruguay na vanguarda mundial de políticas públicas bem sucedidas nessas áreas polêmicas para a opinião pública.

Também não poupa palavras quando se trata de sacudir o 'status quo', o 'establishment' e o 'mainstream'. Por isso, suas muitas aparições em eventos internacionais, entre eles conferências da ONU, são marcadas por sua contribuição original ao debate das questões emergentes.

Pergunto: qual é a maior contribuição de Mujica ao mundo em crise?

- É possível ser feliz com pouco, aliás, é condição 'sine qua non' para a felicidade genuína... 

E, aí aparece a sua grande capacidade de convencimento, tão grande que incomoda muita gente moldada pelo sistema capitalista globalizado.

Essa mensagem de vida simples e de baixo consumismo não significa que ignore a grave situação de desigualdade e injustiça que atravessa o planeta.

Nesse ponto, Pepe Mujica trata é de reafirmar os princípios da igualdade e da justiça, amparados pela política e pela democracia que tanto preza.

"Mais um discurso", dirão os céticos da política, ressabiados com as muitas promessas eleitoreiras.

Não é o caso de Pepe, que já não é candidato a nada, e que é um dos raros políticos que atualmente pode se dar ao luxo de escutar a declaração emocionada de muita gente,mundo a fora, na qual me incluo: 

" Mujica nos representa!"

Porto Alegre, 8 de novembro de 2016.


Edu Cezimbra 




domingo, 6 de novembro de 2016

Os novos comentaristas de futebol e política


- Vamos ouvir o torcedor. Seu nome e cidade, o que está achando do jogo, amigo?

- Claudiney, de Morro Redondo. O jogo no primeiro tempo foi muito mais de força do que qualidade técnica devido às condições do gramado. Precisamos mexer no ataque pois fomos pouco agudos no quesito ofensivo e o meio-de-campo tem que jogar mais compactado para dominar o setor. 

Parece mesmo um comentarista de futebol ou técnico, digo, 'professor', não?

Quem ainda escuta futebol no rádio reconhecerá que o comentário do fanático torcedor não foge da realidade das arquibancadas.

Demonstra que, como já disse alguém, "todo brasileiro é um técnico de futebol" e atualmente "um tarimbado comentarista de futebol", digo eu...

Atualmente com o advento das redes sociais na internet apareceu outra figura que também se arroga de comentarista, só que político.

Se entrevistado, o teor de seus comentários seria mais ou menos assim:

- Jacinto Filho, de Pau Fincado. Olha, eu não gosto de política. São todos 'ladrão' e tem que prender todos os petistas e acabar com esses comunistas.

- E a eleição?

- Eu voto nas pessoas, mas não nos petistas, esses que quebraram o Brasil e querem acabar com a família brasileira defendendo 'gay' e bandido e que ensinam comunismo na escola.  

Quem tem estômago e consegue ler esse tipo de comentário sabe que são bastante comuns, infelizmente.

O mais estarrecedor é que esses 'comentaristas políticos' também poderiam emitir suas abalizadas opiniões em qualquer veículo de comunicação brasileiro. seja rádio, TV, jornal ou revista, que não destoariam da linha editorial dessas empresas de 'jornalismo' e de seus asseclas.

E mais, muitos deles são candidatos a um mandato político, e o pior é que muitos estão se elegendo com o discurso fácil de que 'não sou político', 'não tenho estratégia', e todas essas falácias marqueteiras.

A minha dúvida é se teremos maturidade política para mudarmos esse quadro tétrico da política brasileira - algum dia -, que pelo andar da carroça está bem distante...

Para ser sincero,  minha aposta não é nos que estão dentro das instituições formais.

Aposto todas as minhas fichas nos jovens que estão ocupando escolas, universidades e outros espaços aprendendo e nos ensinando novas formas de atuação política.

Vou torcer muito por esse time...


Porto Alegre, 6 de novembro de 2016.

Edu Cezimbra












sábado, 5 de novembro de 2016

Concretismo parnasiano






Rimas pobres
                rimas ricas
                ricas rimas
           precisar rimar
     maior dever
                 do poeta

Rigor métrico
                   canônico código
                   código canônico
          máximo rigor 
                        da poesia

Roteiro programático
                         modelo máximo
                         máximo modelo
              parnasiana estética
                               do poema

Regra academicista
                        contenção cadenciada
                        cadenciada contenção
          assídua disciplina
                        do parnaso 

Porto Alegre, 5 de novembro de 2016.

Foto: Francisco Cezimbra

Edu Cezimbra