quarta-feira, 15 de novembro de 2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

"Nada de médicos!"


"Nada de médicos!", brada o ator Eddie Redmayne que interpreta Stephen Hawking no filme "A Teoria de Tudo".

Como assim, Stephen?! você seria o principal interessado nos "milagres da medicina"...

É que Stephen Hawking fora desenganado por médicos há um tempo atrás.

Mas, por dessas ironias da vida, veio a casar, pela segunda vez, com a sua enfermeira particular... 


"Nada de médicos!"
Mas nada contra enfermeiras...
O gênio Stephen Hawking
Prefiria enfermeiras a médicos,
Tanto que se casou com uma!
Stephen seria o maior interessado
Nos milagres da medicina
Mas gritou "nada de médicos!"
Pois fora desenganado por um.
Para a ciência. ainda bem,
Foi Stephen Hawking que enganou a medicina...


Porto Alegre, 13 de novembro de 2017.

Foto: cena de "A Teoria de Tudo"

Edu Cezimbra


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O Escritor e o Jovem Rebelde


Um escritor consagrado e um jovem andarilho encontram-se casualmente em um acampamento de trailers.

Chamou atenção de Phillip, o escritor, o fato de o jovem estar viajando solitariamente.

Sentado perto de uma fogueira, o jovem solitário anotava em seu diário as impressões da viagem.

Phillip puxou conversa com o jovem de nome Alexander.

O jovem contou que seu sonho era chegar ao Alasca para viver na natureza selvagem e fugir de todas as misérias humanas, tema preferido do escritor. 


Quis saber por que Alexander viajava solitariamente; ao que o jovem rebelde redarguiu:  - não viajo só, mas na companhia de tudo isso à minha volta, você precisa mudar sua noção de relacionamentos.

Um jovem rebelde com uma caneta e um caderno é um escritor em potencial, pensou Phillip, impressionado com a inusitada e provocativa resposta do rapaz.

Anos mais tarde, já cansado e sem inspiração, o escritor famoso soube que o jovem rebelde havia morrido. 

Seu corpo fora achado no interior de um ônibus abandonado no Alasca.

Entre as muitas anotações do jovem rebelde havia um pensamento: "a felicidade só é real quando compartilhada".

Phillip lembrou da conversa que tivera com o jovem no acampamento, e pensou:

"Que ironia, só agora que parei de escrever posso sentir a felicidade... Alexander viveu e aprendeu mais em seus poucos anos de vida do que eu em toda a minha longa vida de sucesso e fama."

Porto Alegre, 10 de novembro de 2017.

Foto: cena de "Na Natureza Selvagem"

Edu Cezimbra








Ficção



Porto Alegre, 10 de novembro de 2017.

Design: Fotor

Edu Cezimbra

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A Pedagogia do Medo


A pedagogia do medo se faz no modo condicional:

- "Se"...não fizer isso, vai acontecer aquilo, grosso modo, se não obedecer "o pau vai comer"...

Desde muito cedo, a criança é chantageada:

- Se não for obediente não vai ganhar o presente...

Logo adiante:

- Se seguir teimando, vai ficar de castigo!

Na escola:

- Se não "passar de ano" não vai ter férias na praia.

As canções infantis refletem muito a pedagogia do medo.

No berço ou embalada no colo, o bebê adormece ouvindo a canção:

- Boi, boi, boi, boi da cara-preta, pega essa criança que tem medo de careta... 

 Com o intuito óbvio de ensinar - pelo medo - os perigos da mata ou da savana aparece a figura apavorante do "bicho-papão".

Não deixa de ser uma pedagogia do "medo da morte" , essa figura esquelética de foice e martelo (ops!) na mão a ceifar a vida dos desvalidos mortais.

- Mas se todos vamos morrer um dia, mais cedo ou mais tarde, por que ter medo da morte?! - indagaria meu caro e raro leitor...

- Todos temos medo da morte, responderia  outro leitor.

- E o que nos consola da inescapável morte? - perguntaria um socrático leitor (oba, isso já é um colóquio!).

Mais que uma atitude filosófica, seja estóica ou niilista, o que nos consola há milênios é uma religião, seja qual for a denominação. 

Aliás, antes de uma pedagogia do medo temos - ainda vigente - uma "teologia do temor", não é verdade?

Enfim..."Se" não desaprendermos o medo, não escaparemos dessa prisão mental e emocional a que nos autocondenamos reincidentemente.


 
Porto Alegre, 8 de novembro de 2017.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Por quê?


A questão é por quê:

- Por que não fizemos nada?...

- Por quê?

- Por que não tivemos coragem?...

- Por quê?

- Por que não saimos da "zona de conforto"?...

- Por quê?

- Por que não somos saudáveis?...

- Por quê?

- Por que não cuidamos mais uns dos outros?...

- Por quê?

- Por que não ouvimos os alertas?...

- Por quê?

- Por que não vimos os sinais?...

- Por quê?

- Por que não somos mais "sapiens"?...

- Por quê?...


Porto Alegre, 06 de novembro de 2017.

Imagem: Google

Edu Cezimbra 

sábado, 4 de novembro de 2017

Cenas de Um Casamento



"O amor humano é imperfeito", diz o marido, personagem de “Cenas de Um Casamento”, filme do consagrado diretor sueco Ingmar Bergman, para sua “exposa”.

- Uau!, baixa o pano, ou melhor, corta!!!

- Nossa, definitivamente…

O Amor, tão cantado em prosa e veso… é imperfeito?!!!

- Como eu te detestava, depois do amor… - prossegue impensadamente o marido para a "exposa" exemplar.

Ao assistir o filme (de novo), ocorreu-me que o casamento é filmado por alguém que passou por ele - e pelo divórcio.

Não é pouco, quando se trata de Ingmar Bergman,,,

O Amor é imperfeito, o Ódio é a sombra de um casamento – antecipa a esposa - mas o que Bergman transmite com inigualável maestria é que ele, o Amor, é inefável…



Porto Alegre, 5 de novembro de 2017.

Foto: Cenas de Um Casamento

Edu Cezimbra