Porto Alegre, 15 de junho de 2019.
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Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."

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| O cavaleiro diabólico que apareceu a Lino Pedra Verde (legenda do livro "A Pedra do Reino") |
A definição da erva-mate pelo antropólogo Lévi-Strauss como “amarga e cheirosa ao mesmo tempo, como uma floresta inteira concentrada em algumas gotas” diz de uma forma poética muto das qualidades desse chá, “considerando-o como um rito social e vício privado”.
Em seu livro Filtros, Mezinhas e Triacas: as drogas no mundo moderno, tese de mestrado do historiador Henrique Carneiro, de onde extraímos a poética definição da erva-mate, há uma breve história da proibição do consumo do mate que vale muito destacar: O mate foi proibido em 1596, por Hernandárias, governador da Província do Paraguai. Mas a proibição em nada impediu a propagação do vício, que o governador Diogo Marín Negrón denunciava nos seguintes termos ao rei da Espanha: “Há nesta governação, geralmente em homens e mulheres um vício abominável e sujo, que é tomar algumas vezes ao dia a erva com grande quantidade de água quente, com gravíssimo dano do espiritual e temporal, porque tira totalmente a frequência do Santíssimo Sacramento e faz aos homens preguiçosos”.