Veredas varar.
Ver de perto
De si a essência
Do ser a vir.
Ver o ser sem
Medo de vir a ser.
Porto Alegre, 20 de outubro de 2021.
Imagem: Cia das Letras, Google
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Veredas varar.
Ver de perto
De si a essência
Do ser a vir.
Ver o ser sem
Medo de vir a ser.
Porto Alegre, 20 de outubro de 2021.
Imagem: Cia das Letras, Google
Edu Cezimbra
Passado recente ignorado futuro próximo distancia
Presente medonho negado fazer futuro utopia
PT Saudações
Porto Alegre, 19 de outubro de 2021.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
O propósito de vida é um depósito que se deixa como fiança na imobiliária da esperança para alugar o imóvel ideal.
Porto Alegre, 18 de outubro de 2021.
Imagem: Van Gogh, Pinterest
Edu Cezimbra
Interno-me
Em mim mesmo
Por livre-arbítrio.
Internalizo-me
Ao me deixar
À guia própria.
Interiorizo-me
N'alma minha
Ao me perder.
Porto Alegre, 17 de outubro de 2021.
Imagem: Fernand Leger, Pinterest
Edu Cezimbra
Fracasso e Sucesso são irmãos siameses.
A operação foi um fracasso, o que redundou nesse sucesso.
Obrigados a sempre estar juntos um conhece o outro mais que a si mesmo.
Interessante que isso acontece sem alienação ou sentimentos mesquinhos tais como o ciúme e a inveja.
O que merece ser destacado é o mútuo reconhecimento, resultando daí grandes aprendizagens.
Fracasso ensina a ser bom perdedor e reconhecer o sucesso alheio.
Sucesso ensina a não estar ao lado de maus vencedores que tornam a vida alheia um fracasso total.
E por aí gira a roda da fortuna...
Enfim, Fracasso e Sucesso são faces de uma mesma moeda chamada Real.
Só uma coisa Fracasso não aceita: um time de futebol se chamar Bonsucesso, aí já é demais...
Porto Alegre, 16 de outubro de 2021.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Porto Alegre, 15 de outubro de 2021.
Imagem: cena do filme, Google
Edu Cezimbra
Dois palhaços, frente a frente, diante de uma moldura sem espelho.
Ambos com o mesmo tamanho, fantasia e maquiagem
Um palhaço está bêbado, o segundo imita o primeiro, embora lúcido.
Logo, o segundo palhaço tem de parecer bêbado...
Seria engraçado, não fosse trágico, já que a metáfora dos dois palhaços é relacionada ao Capital e ao Estado.
A óbvia e anunciada tragédia é que esse mimetismo torna-se perverso em qualquer país, especialmente, para a sociedade como um todo.
- Ah, mas tu és contra o progresso!!! - dirá um crente dessa falsa religião.
Não. Há quem confunda progresso com devastação.
Basta lembrar que o palhaço capitalista está bêbado, embriagado com as possibilidades de ganhar um "dinheiro fácil" às custas do bem-comum da nação.
Como sabem os que acompanham o noticiário (sem beber) a miséria e a fome campeiam juntos com a euforia do mercado.
- Ah, tem que privatizar tudo!!! - dirá o palhaço bêbado, repetido pelo palhaço imitador, todo "austeridade" pra cima dos pobres.
Maus exemplos dessas palhaçadas são tantos e podem ser contados "ad nauseam", hic...
É por demais pedagógica essa metáfora dos dois palhaços e dela se pode extrair uma moral: lugar de palhaço é no circo quando o povo quer pão.
Nota do autor: a metáfora dos dois palhaços está na obra de Guillaume, citada por Claude Raffestin, em seu livro "Por Uma Geografia do Poder".
Porto Alegre, 14 de outubro de 2021.
Imagem: cena de "O Palhaço", Google
Edu Cezimbra
Baleias com seus filhotes
Flutuam com surfistas
Ondas aumentam de volume
Porto Alegre, 12 de outubro de 2021.
Imagem: Katsushika Hokusai, Pinterest
Edu Cezimbra
Um lagarto faminto cobiçava os ovos de uma ema no campo.
Era tamanha a fome que o lagarto resolveu arriscar uma ousada tática para assustar a atenta ema.
- Cuidado! jacaré do papo-amarelo! - gritou, esperando que a ema enfiasse a cabecinha num buraco.
A ema, ao contrário, girou o pescoço comprido para todos os pontos cardeais.
Foi nessa fração de segundos que o lagarto, em alta velocidade, roubou um ovo do ninho da ema.
Não contava com a vigilância da ema que, ao invés de enfiar a cabeça num buraco, correu em largas passadas e logo alcançou o afoito lagarto.
- O ovo ou a vida! - ameaçou a ema.
- Dona Ema, cuidado com o jacaré! - insistiu o lagarto no seu blefe, tentando assustar a ema.
- Lagarto tolo, pensaste que eu não saberia que não tem jacaré no campo?
Percebendo que seu plano ardiloso falhara, o lagarto apelou para a ignorância:
- Alto lá, ou vou quebrar o seu ovo, ema enxerida!
- Ovo de ema não quebra fácil - retorquiu a ema, avançando contra o apavorado lagarto com seu afiado bico.
Vendo que não teria escapatória, o lagarto abandonou o apetitoso ovo de ema, não sem antes levar umas bicadas doloridas da furiosa ema.
- Queres ovo de ema? então gemas!!! - xingou a ema indignada.
Moral da fábula: o desespero faz mentir mal.
Porto Alegre, 11 de outubro de 2021.
Charge: Gilmar, Google
Edu Cezimbra