sábado, 2 de julho de 2016

Manuscristo de Manoel Bandeira, garoto-propaganda de tinta para caneta-tinteiro


Esta garimpagem  literária vem do facebook do chargista Santiago Neltair Abreu.

Eu como bom lixeiro que sou, encontrei no lixo seco de alguém, uma seleção do Reader's Digest de 1966. Lá um anúncio da tinta Parker Quink, aquela que servia para um instrumento do passado que poucos jovens viram, a caneta tinteiro. E o garoto propaganda é o poeta Manuel Bandeira com a sua própria caligrafia no poema "Irene no Céu":
                         Irene no Céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.