Quando a vida mente é por questão de sobrevivência, questão de vida ou morte, dito de outro modo, avidamente quer manter a vida.
* Mote de Heduardo Kiesse, Poesiências.
Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2023.
Imagem:Google
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Quando a vida mente é por questão de sobrevivência, questão de vida ou morte, dito de outro modo, avidamente quer manter a vida.
* Mote de Heduardo Kiesse, Poesiências.
Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2023.
Imagem:Google
Edu Cezimbra
“Alguém já disse que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas: quem não tem princípios morais costuma se enrolar em uma bandeira, e os bastardos sempre se reportam à pureza da sua raça. A identidade nacional é o último recurso dos deserdados. Muito bem, o senso de identidade se baseia no ódio, no ódio por quem não é idêntico."
Umberto Eco, no seu livro "O Cemitério de Praga", coloca essas ácidas reflexões como pensamentos de um personagem tão canalha quanto os "patriotas".
Tão sem princípios morais quanto os que se enrolam na bandeira nacional.
Deserdado por não ter noção do que seja uma autêntica e salutar identidade nacional baseada na inclusão e na igualdade.
Para tal personagem nefasto é o ódio irracional e ideológico aos judeus o que criaria uma identidade nacional...
Como constatamos com essa leitura de "O Cemitério de Praga", Umberto Eco recua no tempo para demonstrar o quanto algumas palavras e símbolos funcionam para mobilizar o ódio de uma população, tal qual ocorreu na Alemanha nazista de Hitler, de triste memória.
A prescrição maquiavélica do inescrupuloso personagem diz tudo sobre a condição de uma população suscetível a esse tipo de perversa manipulação política e ideológica:
O pôr do sol despertou
Todos os boêmios
Eles fazem da lua seu dia
Torres, 11 de fevereiro de 2023.
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Edu Cezimbra
Todos conhecem "a lei do mais forte": é a lei contra o mais fraco.
Um jurista foi consultado e opinou sobre "a lei do mais fraco":
- A rigor, por contraditório, seria a lei contra o mais forte, mas tal dialética jurídica inexiste.
- Todos são iguais perante a lei - recita "o mais fraco".
"O mais forte" apenas sorri desdenhosamente...
- Data venia, acontece que para o mais forte a lei é bem flexível, veja o caso dos bilionários que obtém habeas corpus com muita facilidade, apesar de roubarem milhões, enquanto muitos que cometem crimes famélicos tem sua prisão mantida.
"O mais fraco" coça a cabeça e conclui melancolicamente:
- Então a lei é uma serpente que só pica os descalços.
Já escreveu Fernando Sabino: "para os pobres é dura lex sed lex: a lei é dura, mas é a lei. Para os ricos é dura lex sed latex: a lei é dura mas estica.
Porto Alegre, 7 de fevereiro de 2023.
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Edu Cezimbra
Sol poente faroeste
Nuvens de sangue
Águas do lago vinho
Porto Alegre, 5 de janeiro de 2023.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Com chuva ou com sol
Nublado ou ensolarado
O dia se oferece
Para todos e para tudo.
Tenho, pois, que aproveitar
O dia, pois sou ele.
Porto Alegre, 4 de fevereiro de 2023.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
"(...) aqui eram grandes não os poetas e ilustrados mas os que ganhavam mais dinheiro nas vendas e juntavam mais e prosperavam mais e aqui só prosperavam os ignorantes que nem ler e escrever sabiam."
Ana Miranda, no romance "Amrik" conta a desilusão de um velho poeta e erudito libanês quando chegou no Brasil.
Acostumado a receber as honrarias e o reconhecimento dos libaneses pela sua arte e sabedoria, aqui, viu-se reduzido à humilde condição de um escrevente de cartas alheias.
Amrik é a pronúncia de América pelos imigrantes libaneses que aqui aportavam em busca da liberdade religiosa que não encontravam no Líbano dominado pelos turcos.
Por isso, até hoje, os libaneses e sírios são chamados de turcos pelos brasileiros pois chegavam com passaporte emitido pela Turquia.
Conto essa pequena história para dizer que embora não seja nem libanês nem tenha tanta erudição também fico triste com a constatação que no Brasil os "grandes" sejam os bilionários apoiadores do Bolsonaro.
Bolsonaro, que personifica o "triunfo das nulidades, a prosperidade da desonra e o crescimento da injustiça" como escreveu o genial Rui Barbosa.
Não tenho vergonha de ser honesto, como concluiu, com ironia, nosso intelectual, mas, sim, tenho a satisfação de ser poeta, o que muito me consola...
Porto Alegre, 3 de fevereiro de 2023.
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Edu Cezimbra
- Para a Boca do Inferno só se vai obrigado.
- Depois de cair na "Boca do Inferno" a boca do povo é o Paraíso.
- A Boca do Inferno é o vestibular para a Garganta do Diabo.
- Quem tem Boca do Inferno vaia Roma.
- Quando se abre a Boca do Inferno muitos caem nela.
- Vem daí o dito popular: em Boca do Inferno fechada não entra mosca.
Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2023.
Imagem: Aleksandra Waliszewska, Facebook
Edu Cezimbra
Passivo é o paciente
Potente é a pólvora
Pacífico é o povo
Pateta é o pato