Páscoa é revolução
Quando coincidência
Com ressurreição
Páscoa é ressurreição
Quando consciência
Em transformação
Páscoa é transformação
Quando ciência
Da revolução
Porto Alegre, 30 de março de 2024.
Imagem:Vladimir Kush
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Páscoa é revolução
Quando coincidência
Com ressurreição
Páscoa é ressurreição
Quando consciência
Em transformação
Páscoa é transformação
Quando ciência
Da revolução
Porto Alegre, 30 de março de 2024.
Imagem:Vladimir Kush
Edu Cezimbra
Reler um bom livro é como reencontrar um velho amigo que há muito não se via!
Porto Alegre, 29 de março de 2024.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Na ida
vou te procurar.
Na volta
vou te achar.
Entre idas e vindas
Hei de esperar.
Na ida
vou te buscar.
Na volta
vou te encontrar.
Porto Alegre, 28 de março de 2024.
Imagem: Anira Malfatti
Edu Cezimbra
Baseado em "fatos reais", o filme iraniano veio para causar polêmica.
A história real ocorreu entre 2001 e 2002 numa cidade sagrada dos xiitas.
A surpresa é que segundo o filme existe prostituição feminina no repressivo estado teocrático.
Não é surpresa que um fanático religioso mate 16 mulheres sob vistas grossas da polícia.
Até que uma jornalista de Teerã resolva investigar os crimes sob a desconfiança e hostilidade das autoridades.
Inconformada com o rumo da investigação policial a jornalista coloca em risco a própria vida para denunciar o "serial killer" que acaba preso.
A grande polêmica do filme ocorre após a detenção do assassino.
Veterano de guerra, pai de família exemplar, o criminoso conquista o apoio da opinião pública iraniana.
Após um julgamento parcial, a outra surpresa é o que acontece no final do filme...
Eis um filme que rendeu grandes debates no mundo todo (não sei se no Irã).
Porto Alegre, 27 de março de 2024.
Imagem: cartaz do filme
Edu Cezimbra
"Os filhos não se cansavam de ouvir sempre as mesmas histórias, sentados em círculo à volta do pai. Diante dos olhos maravilhados da família, que escutava as suas palavras suspensas no tempo, Hipólito Ranquileo recuperava toda a dignidade perdida em funções de meia-tigela, onde era alvo de zombarias."
O excerto acima do romance de Isabel Allende, "De Amor e de Sombras" traz à memória a importância da figura paterna na construção da identidade de todo filho.
Os filhos escutam muito os pais quando não ouvem sermões...
Para além do exemplo, o que fica são as histórias contadas pelos pais.
Quem não lembra dos bordões ditos repetida e jocosamente pelo pai?
- E o palhaço o que é?
- É ladrão de muié!!!
Muito mais que "ladrão de mulher", o pai é quem rouba o filho da mãe...
E, nada melhor que histórias de circo para jogar os filhos no mundo!
Palhaço ou não, o pai-aço corta o cordão umbilical do filho.
O filho quer ir ao mundo conferir as histórias contadas pelo pai...
Porto Alegre, 26 de março de 2024.
Imagem: cena de "O Palhaço"
Edu Cezimbra
Depois de muitas bombas
Às mulheres surpreende
Ver tantas pombas
Porto Alegre, 25 de março de 2024.
Imagem: Judith Stam, Pinterest
Edu Cezimbra
"O tempo não deixa nada ser verdade para sempre."
Esse verso do Mahabharata, um dos livros sagrados do hinduismo, pode causar indignação e até perplexidade em muitos de nós.
É o problema de versículos citados isoladamente, sem contextualização.
Contextualizemos, pois...
O versículo acima foi dito por um dos muitos reis da epopeia hindu rejeitando laços de infância como sua nova verdade.
- Não seja tolo! Você não passa de um desgraçado vagabundo. Tudo isso passou. Agora sou rei, e devo ter meus amigos e inimigos entre os meus iguais.
O velho amigo de infância, que fora um igual, agora não é mais...
O mito continua, mas não vem ao caso.
O que importa aqui é a contextualização do versículo, que lido isoladamente, possibilita uma versão diferente do texto.
"Tudo isso passou", diz muito do risco da distorção da verdade, igualdade e historicidade para a democracia.
Livros sagrados não deveriam ser mal interpretados ou mesmo usados para oprimir os desiguais...
Porto Alegre, 24 de março de 2024.
Imagem:Narthaki
Edu Cezimbra
Que pena dá do laço de fita sem a menina bonita.
Porto Alegre, 22 de março de 2024.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
Filme japonês premiado expõe com muita arte o encontro das culturas ocidental e oriental, a partir de um ator e diretor teatral e de sua companheira de muitos anos, roteirista.
Dedicado em trazer para o Japão o teatro moderno do ocidente, o ator/diretor envolve-se com peças de teatro que lhe tocam profundamente.
A roteirista cria seus roteiros após relações sexuais com seu companheiro e seus amantes.
Os dramas pessoais de cada personagem são realçados durante uma residência de teatro em Hiroshima, onde o diretor convive com um dos amantes da mulher e com uma motorista de seu carro.
A montagem de "Tio Vânia" de Tchékhov por si só já valeria o ingresso.
O elenco é composto por atores e atrizes do Extremo Oriente que interpretam os personagens em seus próprios idiomas, até na linguagem de sinais coreana.
Por fim, um filme japonês que mostra um lado humano da globalização em que arte e cultura ajudam a superar a dor, a culpa e a morte.
Porto Alegre, 21 de março de 2024.
Imagem: cartaz do filme
Edu Czimbra