sábado, 7 de maio de 2016

Reich e os golpistas



Reich explica o voto "pela minha família" do impeachment de Dilma:

Quando se ouve um indivíduo fascista, de qualquer tendência, insistir em apregoar a "honra da nação" (em vez da honra do homem) ou a "salvação da sagrada família e da raça" (em vez da sociedade de trabalhadores); quando o fascista procura se evidenciar, recorrendo a toda a espécie de chavões, pergunte-se a ele, em público, com calma e serenidade, apenas isto:
"O que você faz, na prática, para alimentar esta nação, sem arruinar outras nações? O que você faz, como médico, contra as doenças crônicas; como educador, pelo bem-estar das crianças; como economista, contra a pobreza; como assistente social, contra o cansaço das mães de prole numerosa; como arquiteto, pela promoção da higiene habitacional? E agora, em vez da conversa fiada de costume, dê respostas concretas e práticas, ou, então, cale-se!"

 Wilhelm Reich, Psicologia de Massas do Fascismo

Como estes profissionais são (de)formados e atuam em corporações com traços feudais, acrescentaria que para alcançarmos um democracia de alta intensidade, imune a golpes, precisaríamos democratizar as instituições que detém o controle destes indivíduos tão devotamente familiares...

Porto Alegre, 7 de maio de 2016.

Edu Cezimbra