terça-feira, 23 de maio de 2017

Velhos tempos


Quando familiares, parentes distantes, velhos amigos se reencontram, a conversa gira em torno dos "velhos tempos", já percebeu?

Casos (ou causos), anedotas, personagens, conhecidos retornam à memória de todos, contando sempre com a boa memória de alguns do grupo saudosista.

Agora, lembro, que já escrevi sobre essas lembranças, da outra vez, sobre os amigos velhos.

Hoje, gostaria de refletir sobre essa situação ( feliz para quem conhece as história e infeliz, melhor, tediosa. para quem não conhece) de recordações do "tempo antigo".

Portanto, não se preocupe, caro e raro leitor, não vou relembrar histórias que não te dizem respeito, pelo contrário...

Arrisco que o que ocasiona este "fenômeno" afetivo é o fato de que isso  cria vínculos, no caso, recria...

Nesse momento, algum leitor mais gaiato deve estar pensando: "ou falta de assunto".

Ao que eu perguntaria, alarmado: " do autor dessas mal-traçadas linhas?!'...

Lógico que não, o arguto leitor acertou, - em parte...

A não ser que seja um grupo de ex-colegas de faculdade bem-sucedidos contando vantagens um sobre os outros, pessoas que se reencontram tendem a reafirmar seus laços afetivos através desse mágico ritual de acender o fogo da memória e aquecer a confraria.

Então, meu caro, não fique chateado quando não conhecer as histórias de vida de seus novos parentes ou amigos.

Aproveite para se apropriar delas e começar a criar vínculos com eles...

Porto Alegre, 23 de maio de 2017.

Foto: pintura de Gilbert

Edu Cezimbra