Hamlet cibernético
Ser ou IA
IA é não ser
Ser é humano
IA é morte virtual
Ser é virtude
IA é casual
Ser é atitude
IA é banal
Shakespeare
É genial
Porto Alegre, 28 de setembro de 2026.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra
Blog de Eduardo Sejanes Cezimbra para escrever sobre a vida, rascunhando impressões, como se manuscrito com caneta-tinteiro e mata-borrão. "Escrevo porque preciso, publico porque amo."
Hamlet cibernético
Ser ou IA
IA é não ser
Ser é humano
IA é morte virtual
Ser é virtude
IA é casual
Ser é atitude
IA é banal
Shakespeare
É genial
Porto Alegre, 28 de setembro de 2026.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra
Hulk fica verde de raiva.
A raiva é ressentimento...
Hulk é por demais sentimental.
Quem é raivoso é muito irritadiço.
O carisma do Hulk é do herói.
A saga do herói é a luta entre o Bem e o Mal.
Hulk não é anti-herói porque não é malvado.
Apenas luta contra o mundo...
O mundo dá muitos motivos para a raiva.
Todo mundo tem motivos para se transformar em Hulk.
Nem todos conseguem...
Quem não consegue fica vermelho de vergonha ou amarelo de preocupação ou branco de tristeza.
Enfim, o mundo é colorido pelas emoções...
Porto Alegre, 27 de setembro de 226.
Imagem: Hulk, Google
Edu Cezimbra
História em quadrinhos argentina, publicada entre 1957 e 1959, com roteiro de H. G. Osterheld e desenhos de Solano López trazida para a telinha pela Netflix teve uma repercussão mundial.
Decerto não houve suicídios como em "Guerra dos Mundos" radiofonizado em 1938 por Orson Welles que noticiava ao vivo uma invasão marciana da Terra.
Ninguém saiu feito "zumbi" como em "The Walking Dead".
A nevasca tóxica que caiu em Buenos Aires não congelou instantaneamente como em "O Dia Depois de Amanhã", embora mortífera.
Todos esses ingredientes estão reunidos nessa receita de sucesso que é "O Eternauta".
Tanto que a série estrelada por Ricardo Darín e César Troncoso gerou muita polêmica e reações de amor e ódio.
Toda ilação é possível em uma obra de arte seja política, social ou cultural.
Os alienígenas são escaravelhos gigantes que rolam humanos para devorá-los depois.
A neve tóxica é uma espécie de envenenamento coletivo das mentes.
Os "zumbis" obedecem as ordens de extermínio do líder extraterrestre em que pese agirem conscientemente.
Por essas e outras, "O Eternauta" vai ter continuidade (fazendo jus ao nome)...
.
Porto Alegre, 2 de junho de 2025.
Imagem: cartaz do filme, Pinterest
Edu Cezimbra
Parodio um meme que a algum tempo circula nas redes sociais: a mais perigosa espécie que habita o planeta Terra ao lado de um alien.
Quando a distopia é o presente, o inconsciente projeta a sombra arquetípica em monstros.
No filme "A Guerra do Amanhã", os monstros são apelidados de "garras-brancas", alienígenas predadores da espécie humana, as bestas do Apocalipse.
Do lado oposto temos os que culpabilizam "a humanidade" pela atual distopia planetária.
O que se trata de uma grosseira generalização que oculta os verdadeiros culpados por tamanho desastre globalizado.
Os "garras-brancas" não passam de 1% da humanidade: são os que com suas garras brancas destroem o planeta Terra...
O chamado Antropoceno pode ser chamado de capitalismo obsceno, que usa da necropolítica para matar nossa indefesa humanidade.
Já vi filmes de ficção científica mais verossímeis que a "A Guerra do Amanhã", entre eles "O Dia Depois do Amanhã"...
Porto Alegre, 7 de setembro de 2024.
Imagem: Google
Edu Cezimbra
- Como chegar ao ano 2000, senhor?
- A senhora já está nele!
- Verdade? Parece-me tão familiar.
- É que somos conservadores.
- Onde posso estacionar meu aeromóvel?
- Aeroporto Santos Dumont, mas no momento não temos vagas.
- E o que faço, então?!!
- A senhora tem paraquedas?
- Oh, não!
- É equipamento obrigatório, lamento, terei que multá-la.
Como vemos, o ano 2000 não foi aquela maravilha prevista pelos futurólogos do passado.
Em compensação, quantos desastres aéreo evitados...
Porto Alegre, 21 de janeiro de 2024.
Imagem: Domínio Público
Edu Cezimbra
E se Hitler tivesse vencido a guerra? - essa pergunta é o mote para a série "O Homem do Castelo Alto", respondida com muita imaginação histórica e riqueza de cenários futuristas.
Baseada no livro de mesmo nome do autor de ficção científica Philip K. Dick, a série traz muito de suas obras mestras.
Os EUA foram divididos em duas colônias, entre a Alemanha e o Japão, fazendo parte do "Grande Reich Nazista" e do "Estado Japonês do Pacífico", com uma "Zona Neutra" entre elas.
A vitória nazista aconteceu depois da "bomba" e a japonesa após uma ofensiva fulminante.
Roosevelt foi assassinado e Stalin executado na URSS.
A caça aos judeus prossegue nos EUA.
A resistência se faz em torno de filmes que mostram imagens da vitória dos Aliados em 1945.
Daí a busca frenética pelos rolos dos filmes com essas imagens perturbadoras ordenada pelo ditador nazista.
Hitler quer os filmes pois, assim como os resistentes, sabe que esses filmes podem insuflar uma revolução contra o regime nazista.
Outro ponto crítico da série é a ameaça de guerra entre o reich nazista e o império japonês, desejada pelos conspiradores contra Hitler.
Nessa série, o "se" cria universos paralelos com alternância de papéis dos protagonistas que se revezam entre o bem e o mal.
Um alerta: cuidado para não se deixar impressionar com os cenários megalomaníacos das cidades erguidas pelos japoneses e nazistas, assim como os "foguetes" alemães.
Porto Alegre, 28 de agosto de 2023.
Imagem: divulgação
Edu Cezimbra
Paraíso, filme alemão da Netflix, é de 2023, mas poderia ser escrito por Marx e Engels como uma parábola sobre a mais-valia.
Mais recente é o discurso do sábio Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, sobre o tema do filme: a venda do seu tempo de vida.
O título do filme contém ironia, uma ironia fina.
Denuncia a "falácia genética" como panaceia para a doença e a velhice.
O "Paraíso" é para quem pode pagar pelo rejuvenescimento e o sofrimento é para quem vende seu tempo de vida.
Toda essa busca pela eterna juventude é motivada pela solução da crise climática,
Sempre há contestadores do sistema para agitar e proporcionar cenas de ação.
Afinal, até a utopia tem sua distopia...
Porto Alegre, 10 de agosto de 2023.
Imagem: cartaz do filme
Edu Cezimbra
Quem haveria de dizer: no século XXIII a Terra virou uma Anarquia Cibernética.
Depois do estabelecimento da AI (inteligência artificial), os supercomputadores desenvolveram apps que dispensaram os governos nacionais.
Todas as inovações tornaram-se acessíveis a todos os que tivessem interesse.
As forças militares que detinham o controle das espaçonaves de guerra foram desmobilizadas.
Evidentemente, os militares foram os últimos a aceitarem o controle da Terra pela AI.
Renderam-se quando foram desmascarados em suas intenções golpistas e tiveram suas armas desativadas pela rede cibernética.
A Anarquia Cibernética tem suas ações reguladas pelas emoções dos usuários.
Todas as necessidades, desejos e projetos viram algoritmos que alimentam a programação dos supercomputadores.
Também os crimes foram controlados pelo sistema de vigilância implantado.
Com alta tecnologia aliada à AI o planeta pode se livrar das decisões políticas insustentáveis e assim voltou a renascer.
Uma era de prosperidade e bem estar surgiu.
Tudo foi maravilhoso até a chegada dos alienígenas que hackearam os programas e tomaram conta do sistema.
A única solução foi sair da cibernética e ficar com a anarquia, coisa que os alienígenas não dominavam...
Porto Alegre, 15 de junho de 2023.
Imagem: Pinterest
Edu Cezimbra
"Brazil" é uma distopia completa.
Em que pese o nome e a "Aquarela do Brasil" como trilha sonora não se passa, nem de longe, no Brasil.
Todavia haja uma referência sutil ao passado colonial português e da herança maldita da burocracia dominante...
"Brazil" é mais uma paródia de "1984" do que uma sátira ao estilo do "Bruzundanga" de Lima Barreto.
Não surpreende que "Brazil" seja tão contemporâneo no que concerne ao estado pós-moderno em sua obsessão pela segurança nacional, consumismo e culto do individualismo.
"Brazil" é um lugar árido e poluído pela indústria pesada e os cenários são sombrios.
Os privilegiados formam uma casta que se locupleta no estado e os pobres são perseguidos como terroristas.
O diretor Terry Gilliam provoca o espectador ao máximo com o sonho de amor do protagonista.
Afinal, quem não sonha com esse grande amor, sentimento universal e revolucionário em épocas de ódio.
Mostra, também que o amor pode ser controlado e qualquer arroubo amoroso é punido severamente pela tecnocracia.
Embora proibido o amor, o sonho não acabou...
Porto Alegre, 15 de abril de 2023.
Imagem: cartaz do filme, Google
Edu Cezimbra
Um grande contingente de passageiros e a maioria da tripulação estão em câmaras fechadas num estado de hipersono, alimentados por cânulas intravenosas.
O filme foi classificado como gênero de terror e traz referências a outros clássicos da ficção científica.
"Pandorum" é uma síndrome que afeta os tripulantes de naves espaciais devido a longas jornadas espaciais.
A utopia da terra prometida se transforma em uma distopia por causa da loucura humana.
O nome é muito sugestivo pois as reações dos humanos são tão terríveis quanto a abertura da mítica Caixa de Pandora.
Ao invés de um supercomputador é um tripulante que sacrifica todos os passageiros de outra espaçonave.
A luta dos poucos membros das equipes despertos é contra horripilantes criaturas que lembram os condenados ao inferno de Dante, mutantes que se desenvolveram durante a interminável jornada nas estrelas.
Diante de tantas dificuldades fica a dúvida se os remanescentes da raça humana chegarão na nova terra prometida.
Antes, há que atravessar o mar, conforme reza a lenda...
Porto Alegre, 16 de junho de 2022.
Imagem: cartaz do filme, Google
Edu Cezimbra
Filmes de ficção científica tem poder de profecia como já vimos em muitos casos.
No caso de "Lunar" o dom é de uma profecia autorrealizada.
O filme, em outras palavras, poderia ser ambientado na Terra, que mesmo assim não perderia seu caráter, embora com tintas distópicas.
Senão vejamos: uma pessoa isolada, seja na Lua ou na Terra, começa a falar consigo mesma.
A solidão pós-moderna é lunática, logo o personagem começa a alucinar.
A alucinação, seja onde for, é causada pela alta tecnologia.
Ou alguém que fala com um robô não estaria alucinando?
Ficar preso em um compartimento asséptico é ou não é típico de uma pessoa doente?
A esperança de sair do isolamento vira uma espera neurótica.
O filme é uma metáfora da atual condição humana.
Estamos, cada um, numa bolha, cercados por aparelhos eletrônicos, mas sem comunicação uns com os outros.
As corporações tomaram conta e fazem o que bem entendem com as pessoas ou planeta.
O operário foi clonado e o exército industrial de reserva engavetado.
O recado de "Lunar" é panfletário: volte pra Terra!
Porto Alegre, 27 de janeiro de 2022.
Imagem: cartaz do filme, Google
Edu Cezimbra
O Foguete, depois de longa jornada nas estrelas, aproximou-se do Asteroide e ordenou:
- Alto lá, aqui fala a NASA, saia desta rota de colisão com a Terra ou será desviado pela força!
O Asteroide viajava pelo espaço sideral há milhões de anos-luz e nunca sofrera nenhuma batida policial.
- O quê?!! De onde saiu este maluco fora da casinha brincando de guerra nas estrelas?
Mal sabia o pequeno asteroide que, de fato, estava prestes a sofrer um ataque nuclear...
- Atenção, último aviso, saia da rota ou será destruído!
Asteroide não podia parar devido a alta velocidade em que viajava, por isso cruzou feito um cometa por Foguete, deixando-o bem para trás.
- Somente outro asteróide pode me deter, bye bye, sua lata velha!
A blitz espacial foi um fracasso retumbante para o Foguete que seguiu para os confins da Via Láctes pensando:
- Da próxima vez que cruzar com Asteroide atiro primeiro e aviso depois, como faz o BOPE...
Moral do apólogo: foguete para desviar asteroide é coisa de guerra nas estrelas.
Porto Alegre, 24 de novembro de 2021.
Imagem: Frank Kelly Freas, Pinterest
Edu Cezimbra
Filme russo de ficção-científica classificado no gênero "terror", para mim é uma crítica ao regime stalinista.
Não surpreenderia se o livro ou roteiro foi escrito durante o "terror stalinista".
Quando a nave espacial soviética retorna para a Terra traz junto um alien.
Este se alimenta do medo...
Como fala um dos cientistas: é o lugar que tem mais medo no planeta.
Ocorre uma relação simbiótica entre o cosmonauta e a criatura com forte simbolismo ideológico.
As primeiras vítimas são os prisioneiros políticos do gulag. sacrificados para alimentar o alien.
Após, os soldados, e, por fim, o comandante do campo.
A criatura come "apenas" os cérebros de suas presas.
Ora, nada mais explícito.
Mostra o processo autofágico do terror stalinista que exterminou seus melhores quadros.
A ideia macabra do comandante de usar o alien como uma arma também é muito simbólica.
Só faltou batizar o monstrengo de Stalin...
Um filme que começa como distopia e descamba para Marvel (até aqui nenhuma novidade).
Em 2048, a Terra está devastada por culpa do homem...
Uma missão espacial, tipo Arca de Noé, quer levar "a humanidade" para um novo planeta, no caso, uma lua de Saturno, Titã.
O filme é um absurdo: começa como ficção científica e termina como...como dizer?
Mutantes, A Experiência, Lucy, por aí vai...
O filme peca pelo excesso de impropriedades científicas, sem nenhuma verossimilhança.
Fantástico, porque pretende mostrar uma experiência genética, mas feita com quimioterapia(?!!)...
Com um alto índice de mortalidade (realidade) em que a maioria dos idealistas voluntários morre.
Adianto que sobra apenas um...
O filme não é ficção científica embora a pretensão (mais respeito com os autores do gênero).
É um filme frankstein (no sentido figurado), sem nenhuma base científica.
Assista quem quiser comprovar ou negar a minha crítica...
Porto Alegre, 10 de novembro de 2020.
Imagem: cartaz do filme
edu cezimbra
Porto Alegre, 12 de agosto de 2020.
Imagem: Guerra dos Mundos, Google
Edu Cezimbra
"Pela primeira vez ele viu um mundo que era maior do que aquele em que era nascido."Assim expressou-se um certo leitor ao ser apresentado à literatura.
"Quando a ficção científica não supera a política."Em toda distopia há uma boa dose de otimismo ingênuo, escrevi em outra crônica.
