quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Aniversário


Parabéns! Feliz aniversário!

Muito obrigado!

A nossa data de nascimento tem algo de especial mesmo... 

Quem aniversaria recebe os parabéns dos familiares, amigos e, algo impensável há algum tempo atrás, até do facebook (muitos, obrigado!) 

Não há como não se sentir querido e até muito importante...

Também se fica nostálgico e pensativo: os anos vão se acumulando, primeiro como primaveras, - até que se chega a uma idade que falar de primaveras soa um tanto forçado...

Depois dos 'cinquentinhas' quase 'sessentão' é mais razoável e até digno falar de invernos, e sem esperar a volta da primavera, vamos combinar...

Hoje, quando o amigo Demétrio Xavier, apresentador do "Cantos do Sul da Terra', programa da FM Cultura de Porto Alegre perguntou-me que música queria ouvir em meu aniversário pedi que tocasse  a payada 'Do Tempo' de Jayme Caetano Braun.

Sempre que acho que a pessoa é merecedora declamo para ela a parte final ( por longa) em sua homenagem:
Dentro das filosofias
Dos confúcios galponeiros
Domadores, carreteiros
Que escutei nas noites frias
Acho que a fieira dos dias
Não vale a pena contar
E chego mesmo a pensar
Olhando o brasedo perto
Que a vida é um crédito aberto
Que é preciso utilizar.

Guardar dias pro futuro
É sempre a grande tolice
O juro é sempre a velhice
E de que adianta este juro
Se ao índio mais queixo duro
O tempo amansa no assédio
Gastar é o melhor remédio
No repecho e na descida
Porque na conta da vida
Não adianta saldo médio!
Dei-me conta, ao final, que estava me achando merecedor (compensação de aniversariante que já não comemora primaveras)!

Para quem quiser conhecer a sábia payada 'Do Tempo' desse 'confúcio galponeiro' Jayme Caetano Braun:




 Porto Alegre, 14 de dezembro de 2016.

Edu Cezimbra