terça-feira, 21 de junho de 2016

Eu serei sempre seu amigo!!!


Dança com lobos! Eu sou Vento no Cabelo!! Eu sou seu amigo!! Dança com Lobos!!! Dança com Lobos!! Eu serei sempre seu amigo!!! Dança com Lobos!!! Dança com lobos!!

 "Ele costumava dizer que nós existimos enquanto alguém lembra de nós". Carlos Ruiz Zafón, em 'A Sombra do Vento'


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Soneto da Separação, de Vinicius de Moraes,é um poema que sintetiza mais que a separação a dor da perda de um amor, de um ente querido, de um amigo, entre outras... 

A saudade dos amigos bate forte quando se fica muito tempo afastado deles ou mesmo quando eles partem para aquela viagem sem volta... 

Há momentos que a lembrança destes amigos é forte. 
O que será que nos faz lembrar tanto deles?

Um dito espirituoso : "nem, meio pouco", repetia um amigo de infância lá do Alegrete.

"Um conhaque", imitava o velho fregues da bodega, com voz em falsete e um sotaque de Boqueirão do Leão, outro amigo de faculdade, convidando para um trago.

Tenho amigos (poucos) espalhados por todos os lugares que andei e sempre que reencontro com um vem a lembrança de outros: "e o Fulano, onde está?", "Sicrano está gordo", "Beltrano adoeceu", e assim vai...

Às vezes, lembramos de um amigo por necessidade, quando precisamos dele, e lá está ele pronto 'pro que der e vier'.

Convenhamos, quem escreve tem este recurso. Lembrar dos amigos como matéria para seus escritos.

Há uma cena do filme "Dança Com Lobos" em que o Sioux 'Vento no Cabelo' se despede do cara-pálida 'Dança com Lobos' e que traduz o meu sentimento em relação aos poucos amigos que 'dançam com lobos' que tenho:

Dança com Lobos! Eu sou Vento no Cabelo!! Eu sou seu amigo!! Dança com Lobos!!! Dança com Lobos!! Eu serei sempre seu amigo!!! Dança com Lobos!!! Dança com lobos!!!

Porto Alegre, 21 de junho de 2016.

Edu Cezimbra