terça-feira, 29 de novembro de 2016

Aos guerreiros da Chapecoense



Navegar é preciso, não é preciso viver,
Disse o general romano Pompeu
Aos seus marinheiros rumo ao combate.
Na guerra a morte é próxima
O que não é certo é a morte em um voo.
Aconteceu em Medellín, na Colômbia,
Quando o pássaro de ferro na serra desintegrou,
As asas de mais um ícaro derreteram ao sol.
Na barriga deste pássaro de ferro
Voavam jovens atletas da ‘Chape’ do futebol.

A final da Copa Sul-Americana iriam disputar.
O verde e o branco nesse trágico dia
Misturaram-se com o barro…
Em choque, clamamos às musas, socorro poesia:
Mas quando muitos homens morrem
Seja qual for em uma guerra estavam juntos.
Uma batalha travaram com coragem e sacrifício
Em busca dos louros da vitória. Sob suas asas,
Serão os heróis do povo,  em prosa e verso  cantados,
Da  nação orgulhos, eternamente lembrados.

Porto Alegre, 29 de novembro de 2016.

Edu Cezimbra