sexta-feira, 4 de março de 2016

Diário de Barcelona II


 Capítulo à parte: A Basílica da Sagrada Família
Na cidade de Gaudí, há que “madrugar” para se ver um pouco de suas obras magistrais em apenas dois dias!
Primeira parada obrigatória: a Basílica da Sagrada Família. E aí está uma “obrigação” que se faz com muito gosto...
A Sagrada Família não é uma catedral magnífica apenas, e sim uma escultura gigantesca, que Gaudí concebeu em sua genialidade moldada com uma profunda devoção associada a um vanguardismo alucinante. Impressionante!
Para ter uma ideia da magnitude do projeto, iniciada no início do século XX, ainda se encontra inacabada por ter sido bombardeada na Guerra Civil Espanhola mas também face à sua intricada concepção arquitetônica.
Uma das fachadas, a mais antiga, construída sob a supervisão direta do arquiteto adquiriu aquela tonalidade escurecida típica de prédios mais antigos.
Toda esculpida com figuras sacras e com motivos da natureza que mostram o Nascimento de Jesus guarda um simbolismo complexo, motivo de estudos acadêmicos, como constatei em sua livraria.
 Esta outra fachada representa a Paixão de Cristo e as esculturas são de Josep Maria Subirachs, que a mim lembraram pinturas de Cândido Portinari, pelos traços rudes e marcantes. Formam um conjunto em que se tem a impressão de uma forte comoção passada por Gaudí, pois segundo consta já estava muito doente quando as encomendou.
Não deixe de investir no ingresso pago ao interior da Sagrada Família, não só para contribuir com a conclusão da catedral mas especialmente pela experiencia culminante que é estar nele.

Gaudí conseguiu criar uma floresta dentro da catedral! Com suas muitas e gigantes colunas em forma de árvore e com o jogo de luz obtido pelas cúpulas e vitrais coloridos vivencia-se a caminhada em uma mata em dia de sol...
Permanecemos um bom tempo circulando com os olhos para cima e também sentamos para sentir uma atmosfera de muita paz e beleza que o interior da igreja proporciona.
Gaudí estava tão dedicado a esta obra monumental que se mudou para a basílica, até morrer atropelado quando ia à missa matinal. Felizmente deixou seguidores...
Tirei o chapéu para Gaudí!
Próxima parada: Paseo de Gracia, 92. A Casa Milà mais conhecida pelo nome popular de “La Pedrera”, por ser toda construída com blocos de pedra calcária, que lhe dá um aspecto rochoso. 

Barcelona, 18 de fevereiro de 2016
Edu Cezimbra