quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Amor e Ódio




Tão odiados quanto amados
Por uns e outros e tantos.
Amor odiado por broncos,
Ódio amado por tontos.

Tão amados quanto odiados
Por amortizados amantes,
Em odaras amancebados
Exalam odores de amores.

Ó Deus, bendizem gritos altos;
Ó diabo, negam choros baixos,
De quem ama, de quem odeia.

De quem odeia, de quem ama,
Ó de casa! chama a amargura,
Ó dor de amor, sabe à amarula.



Porto Alegre, 19 de outubro de 2016.

Foto: Francisco Cezimbra

Edu Cezimbra