quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Despertar


Ao abrir os olhos

Já despertara antes

Por um sonho

Comigo mesmo.

 

Acordo preguiçoso

Passo pela alfândega 

Do controle do pensamento

Onde apresento meu documento

Nele está escrito:

                              Penso, logo existo.

                     

Sei que é mera formalidade

Para entrar no estado de vigília

Onde depois de uns mates

Esqueço os sonhos da noite

E reencontro a poesia:

                                      Morada dos sonhos despertos. 


Porto Alegre, 29 de setembro de 2016.

Foto: Francisco Cezimbra

Edu Cezimbra