sexta-feira, 1 de abril de 2016

Poema outonal



Ah, há pássaros que gorjeiam no outono,

(como não haveria em um poema matinal)

quem sabe à espera da primavera,

talvez, com saudades dela.

O galo, esse é funcionário público,

faça chuva ou faça sol,

zeloso guardador de todos os amanheceres.

Há uma peculiar luminosidade nestas manhãs de outono,

prenúncio de crepúsculos precoces.

Já há vidraças umedecidas,

anúncio das manhãs frias, nubladas, nevoentas, esfumaçadas.

E as romãs estão tingidas de sol...

Outono de 2015

Edu Cezimbra